Ferramenta de reconhecimento de emoções da Microsoft não será mais usada

O recurso foi duramente criticado por profissionais de saúde.

Você já ouviu falar do reconhecimento de emoções da Microsoft? O software Azure Face, que é alimentado através da inteligência artificial (IA), foi criado para reconhecer a emoção de uma pessoa a partir de vídeos e fotos. Contudo, a empresa anunciou que vai aposentar este recurso. Entenda as razões!

Leia mais: Os 4 melhores aplicativos para ganhar dinheiro em 2022

Reconhecimento de emoções da Microsoft

Ativistas e acadêmicos levantaram preocupações durante anos, alegando que um software de reconhecimento facial que se diz capaz de identificar sexo, idade e estado emocional de um ser humano pode ser bastante tendencioso, não confiável e invasivo – e, por essa razão, não deve ser vendido.

A ferramenta da Microsoft foi alvo de críticas por trivializar o tal “reconhecimento de emoções”. De acordo com os especialistas, as expressões faciais tidas como universais pelo aplicativo são diferentes a depender das populações, portanto, não é possível igualar as demonstrações externas de emoção com sentimentos mais profundos.

Natasha Crampton, diretora responsável pela ferramenta de IA, escreveu em um post com o anúncio da notícia que especialistas tanto de dentro quanto de fora da empresa apontaram a falta de consenso científico a respeito da definição de emoções, assim como os problemas de resultados generalizados.

A Microsoft já parou de oferecer os recursos de reconhecimento de emoções para os novos clientes. Porém, para aqueles que já faziam uso do serviço, o acesso deverá ser revogado até junho de 2023.

O acesso à ferramenta ainda será permitido em alguns casos

A ferramenta ainda poderá ser utilizada em algumas situações. A partir de agora, os usuários vão precisar se inscrever para fazer uso do Azure Face, informando à Microsoft como, onde e para qual fim os sistemas serão usados.

Dessa forma, os casos de uso que apresentarem potencial menos prejudicial (como rostos desfocados automaticamente em vídeos e imagens, por exemplo) vão permanecer com acesso disponível.

A decisão de descontinuar o uso indiscriminado da ferramenta faz parte de uma longa revisão das políticas de ética em relação às inteligências artificiais da Microsoft. Ademais, a empresa pretende limitar o acesso de alguns outros recursos, assim como remover completamente outros de sua lista de aplicativos.

você pode gostar também

Comentários estão fechados.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More