Rússia começa sua movimentação na tentativa de barrar a desvalorização do Rublo

Na tentativa de cercear a desvalorização da moeda russa, o Banco Central anunciou que dobrará sua taxa básica de juros, de 9,5% a 20%.

Devido ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, começou a valer a partir do dia 1º de março o decreto que impossibilita os moradores da Rússia de fazer transações bancárias para o exterior. Concomitante a isso, os exportadores russos tiveram que converter 80% de seus recursos obtidos em moedas estrangeiras em rublos. Essa movimentação está sendo feita como medida para frear os ataques russos desvalorizando a moeda local.

Na tentativa de cercear a desvalorização da moeda russa, o Banco Central anunciou no dia 1º que dobrará sua taxa básica de juros, de 9,5% a 20%. A União Europeia e os Estados Unidos comunicaram que irão descartar alguns bancos russos do sistema internacional, medida que impactará diretamente na economia global e no Brasil.

Uma quantidade significativa de empresas anunciou que irá se retirar da Europa ou interromper sua produção, como ocorreu no caso da Hyundai em São Petersburgo, a segunda maior de Moscou. Também, o Reino Unido anunciou que colocou o Sberbank, o maior banco russo, na lista de entidades na mira de sanções.

Nesse contexto de sanções econômicas, reuniram-se Putin, o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, o ministro das Finanças Anton Siluanov, a presidente do banco central russo, Elvira Nabiullina, e o diretor-geral do Sberbank, com a finalidade de discutir o impacto dessas sanções. Segundo o primeiro-ministro da Rússia, as saídas das empresas nos primeiros dias de sanções é um ato relacionado à pressão política e não por razões econômicas, visto que defendem que a Rússia possui “todo o potencial necessário para compensar os danos”.

No entanto, os magnatas russos expressam seus descontentamento publicamente. O multimilionário criador da gigante do alumínio Rusal, Oleg Deripaska, disse que “É uma crise verdadeira e são necessários especialistas verdadeiros em crises. Deve-se mudar absolutamente de política econômica e pôr fim a todo esse capitalismo de Estado”. Já o assessor macroeconômico da Open Broker, Serguei Khestanov, afirmou que enquanto não ocorrerem sanções eficientes relacionadas a exportações russas, ainda mais as de petróleo e gás, não haverá catástrofes, apesar de que as pessoas irão sentir essas sanções em algum momento.

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