Uma nova versão do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) foi divulgada pelo Ministério da Educação (MEC). As provas anuais, que acontecem no próximo ano, podem substituir o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Por meio do Saeb, o acesso de estudantes a instituições de ensino superior pode ser diferente. A medida foi publicada a partir de uma portaria do Diário Oficial da União (DOU), no dia 6 de maio. A assinatura foi do ministro da Educação, Abraham Weintraub.
A aplicação da prova Saeb é responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC.
“Além do Enem tradicional que vai continuar existindo, nós vamos oferecer o Enem seriado, que é justamente a aplicação das provas do Saeb no 1º ano, no 2º ano e no 3º ano”, explicou o presidente do Inep, Alexandre Lopes.
Novas formas de ingresso ao ensino superior
Os novos exames serão aplicados a estudantes que estejam cursando a partir da 2ª série do ensino fundamental à 3ª série do ensino médio.
A implementação do modelo será feita gradualmente, com início a partir do segundo semestre de 2021. A primeira série contemplada é o 1º ano do ensino médio.
De acordo com o ministério, as provas serão em papel até o 4º ano do ensino fundamental e eletrônicas para séries do 5º em diante.
“No futuro, as provas digitais serão adaptativas, ou seja, a cada item que o aluno fizer, o equipamento sorteará a próxima questão, baseada na resposta dada no item anterior. Cada avaliação, portanto, será única para cada estudante”, informou o MEC.
O objetivo do exame é levantar estimativas mais precisas da proficiência dos alunos. Além disso, visa reduzir o tempo de coleta de dados e divulgação de resultados.
Parecer do Ministério da Educação
Nas redes sociais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o modelo irá contribuir para a redução de desigualdades. “Nos dá um raio-x do ensino, diferentemente da prova do Enem”, pontuou.
De acordo com Weintraub, a nova sistemática servirá para contribuir com uma mudança profunda nos indicadores da edução brasileira, que é um dos piores da América Latina.
Segundo o Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o modelo terá colaboração dos estados e municípios.
“Os professores que atuarão junto às nossas equipes técnicas dentro do Inep serão multiplicadores desses conhecimentos nas suas redes. Por isso, é extremamente importante envolvê-los, pois esses professores estão na ponta com o processo de avaliação nacional”, apontou Alexandre Lopes.
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