Toma café e não sente nada? Saiba por que a cafeína não funciona para todos


O café é uma bebida muito poderosa que faz parte do dia a dia do brasileiro. A maioria das pessoas precisa de uma xícara do líquido preto para despertar e começar seus afazeres do dia a dia. Mas você já deve ter ouvido falar daquelas pessoas que bebem café e não sentem nada.

Isso mesmo, não ficam mais despertas e muito menos têm aquela tremedeira “diferenciada” se tomam um pouco de café após as 18h. Esta (falta de) reação é normal e há uma explicação científica para tal. Continue a leitura e descubra.

Por que eu não sinto nada quando bebo café?

Conforme uma reportagem publicada pelo site Terra, há diferentes fatores que influenciam o funcionamento da cafeína no corpo de uma pessoa – e alguns perpassam pela genética. Então, se o café não te acorda, pode cobrar uma explicação dos seus pais.

Brincadeiras à parte, funciona mais ou menos assim: o gene CYP1A2 define como o nosso corpo reage à cafeína. Ele controla uma enzima que quebra esta substância do café para fazê-la agir no nosso organismo.

O tipo e a quantidade desta enzima influenciam se ela será eliminada mais rápido ou mais devagar do corpo. Parte das pessoas tem duas cópias da enzima e isso faz com que o café (e a cafeína) seja(m) metabolizado(s) mais rápido.

Vai para lá, adenosina

Além disso, a cafeína, em algum momento, também pode se ligar aos mesmos receptores da adenosina. Ela é a responsável pela sensação de cansaço. Sendo assim, ela bloqueia a ação do café. E fica elas por elas.

E não pense que beber mais café vai fazer com que esta ação do nosso corpo seja ineficaz. Muito pelo contrário. O corpo pode produzir ainda mais receptores de adenosina. E isso, com o passar do tempo, pode aumentar a tolerância à cafeína.

Mas também há quem já nasça com mais receptores de adenosina que o normal.

Falando nisso…

Assim como muitas substâncias estimulantes, é possível (leia bem, possível) que, com o tempo, você crie mais “resistência” ao café. Isto é, se você beber demais, pode deixar de fazer efeito.

Então, beba seu café, mas tenha cuidado!

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Escrito por

Murillo Soares

Graduado Comunicação Social pela Universidade Federal de Goiás. Apaixonado por mídias digitais, cultura pop, tecnologia, política e psicanálise.

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