Tudo que você precisa saber para entrar no mestrado

Pensa em seguir carreira acadêmica mas ainda tem muitas dúvidas sobre o mestrado? Estamos prontos para te ajudar com todas as interrogações.

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Terminou a faculdade? Não sabe muito bem qual o próximo passo seguir? Está em dúvida entre uma pós-graduação lato sensu ou stricto sensu? Se você pensa em ser professor ou pesquisador no ensino superior, neste artigo vamos esclarecer algumas questões sobre o mestrado, que podem ser úteis para sanar suas dúvidas.

O mestrado é pós-graduação lato sensu ou stricto sensu?

Uma das primeiras indagações a respeito do mestrado é esta. Basicamente, uma pós lato possui duração mínima de 360 horas e busca especializar um graduado em áreas relacionadas ao seu curso superior, ou seja, é mais voltada do mercado de trabalho.

Ao final, o aluno terá um certificado e não um diploma. Nesta categoria estão as especializações e MBA (Master Business Administration).

Do outro lado está a pós stricto, categoria na qual o mestrado e o doutorado se enquadram. A carga horária mínima exigida pelo Ministério da Educação (MEC), é 1200 horas. O direcionamento é a docência e a pesquisa superior. Os concluintes dessa modalidade, recebem portanto, um diploma.

O que é o mestrado

O mestrado é uma pós-graduação que tem como objetivo aprofundar os conhecimentos teóricos adquiridos em um curso superior. Dentro do conjunto de saberes daquela área, o aluno vai escolher um tema de estudo com o qual irá desenvolver pesquisas.

Por ter esse lado mais voltado à investigação e reflexões teóricas, além de uma carga pesada de estudos, é mais buscado por quem pretende ser professor ou pesquisador em faculdades e universidades, públicas ou privadas.

Profissionais com forte atuação no mercado de trabalho também podem cursar um mestrado. Vai depender muito de quais são os objetivos da pessoa e qual o conteúdo abordado naquela linha de pesquisa em que ele pretende ingressar.

Geralmente a duração é de dois anos e após a conclusão, o discente receberá o título de mestre.
Mas como eu faço para entrar em um programa de mestrado?

Dito isso, vem a pergunta seguinte: mas e como eu faço para cursar um mestrado? Calma que nós já vamos te explicar!

Em primeiro lugar, é preciso saber que existem alguns requisitos, e que necessariamente para o ingresso, você precisará passar por um longo processo seletivo. Muitas pessoas, inclusive, desanimam quando acessam os editais. Entretanto, mesmo com muitas fases, com o devido preparo é possível se sair bem na seleção.

Os processos seletivos são bastante variáveis. Eles podem ser diferentes, aliás, dentro de uma mesma instituição de ensino. O que vai ditar as regras, geralmente, é o programa dos cursos.

Com uma ou outra alteração, as etapas abaixo podem fazer parte da seleção:

  • Prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos
  • Prova dissertativa
  • Prova de proficiência em um idioma estrangeiro
  • Prova oral
  • Análise de currículo Vitae e/ou Lattes
  • Entrevista
  • Defesa de um projeto de pesquisa

Para obter bons resultados, é fundamental que o ponto de partida seja a leitura detalhada do edital. Isso porque cada uma das fases, e suas suas respectivas regras, estão esmiuçadas no documento normativo.

O bom exemplo são os documentos que precisam ser entregues durante o processo, como currículo e projeto. Sob pena de eliminação, eles devem estar rigorosamente formatados de acordo com as exigências do edital. Muitas pessoas são desclassificadas logo de cara por conta disso, portanto, é um ponto sério.

Ademais, por ser uma seleção longa, ela é cheia de detalhes. Conhecer esses itens e ter ciência de suas implicações em cada uma das etapas será um diferencial, além de proporcionar maior segurança. Também no edital estarão todos os conteúdos que precisará saber na ponta da língua.

Outro ponto crucial é a escolha do orientador. Dentro de um programa de mestrado podem existir diferentes linhas de pesquisa. Cada professor já tem uma área de trabalho e geralmente eles aceitam orientar projetos que tenham afinidade com esses temas.

A maioria dos sites das instituições de ensino disponibilizam o Currículo Lattes do docente, além dos projetos dos quais ele faz parte e a área de interesse. Este é um meio de estabelecer o primeiro contato e você poderá contar com ele até mesmo durante a elaboração do projeto.

Aqui, é importante fazer uma observação. Os alunos com os melhores históricos acadêmicos e que participaram de iniciação científica durante a graduação podem sair na frente na hora de ingressar nos melhores programas, escolher os melhores orientadores e ganhar bolsas de estudos.

Por isso, se você ainda não terminou a faculdade, mas já sabe que quer tentar o mestrado, esta é uma hora hora para dar o melhor de si. Além das boas notas, criar relacionamentos com os professores durante o curso será um diferencial.

Como funciona o mestrado

É preciso saber que o aluno de um programa de mestrado tem uma carga de estudos e de leitura muito pesadas. Portanto, deverá estar disposto a abrir mão de algumas coisas em função de um propósito maior.

Durante os dois anos, em média, o discente precisa cumprir uma quantidade mínima de créditos. Traduzindo, assim como na graduação, ele terá uma grade de matérias, obrigatória e optativas, as quais ele deverá cursar para obter os créditos.

Em algumas instituições, como a Universidade Federal de Goiás (UFG), os estudantes do mestrado não podem reprovar em nenhuma matéria. A regra é válida para todos os programas.

Por ter caráter voltado à formação de professores, os discentes vão trabalhar, e muito, o desenvolvimento da didática de ensino superior. A redação de artigos, e papers para apresentação em eventos científicos também é muito comum.

Durante este período, com base no projeto inicial e junto ao orientador, o aluno precisa elaborar uma dissertação. Esta será submetida a uma banca examinadora e a sua aprovação é imprescindível para a obtenção do título de mestre.

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