1 de dezembro – Dia Mundial de Luta Contra o HIV

A rápida propagação do vírus da AIDS na década de 1980 causou grande pânico entre a população mundial.


O medo aliado ao desconhecimento acabou por segregar socialmente os pacientes infectados pelo HIV. Para tentar conter a intolerância, ficou decidido em outubro de 1987 durante a Assembleia Mundial de Saúde, instituir o dia primeiro de dezembro como data para conscientizar as pessoas sobre o assunto, combatendo assim os efeitos proporcionados pelo preconceito, bem como informar a população sobre as formas de contágio e prevenção.

Histórico da AIDS

A AIDS, juntamente com outras doenças faz parte de um surto de epidemias que ao longo da história mundial assombrou a população. Lepra, Malária, Tuberculose, Febre Amarela, Tifo, Peste Negra, Cólera, Sarampo, Ebola, Gripe Aviária, Gripe H1N1 são algumas das doenças que mais aterrorizaram as civilizações. Geralmente esses males vêm acompanhados de desconhecimento, ignorância, medo, pânico, intolerância, preconceito e exclusão social. Se analisarmos cada período da nossa história é comum que uma dessas doenças seja citada.

O HIV/AIDS é uma doença relativamente recente, acredita-se que tenha sido descoberta pelos cientistas na década de 1970, período em que movimentos hippies e estudantis professavam o direito a liberdade sexual. O lema Sexo, Drogas e Rock` n roll foi extremamente difundido a partir dos anos 1960 em diante. Por ser uma doença silenciosa que muitas vezes permanece sem emitir nenhum sinal por vários anos, o HIV encontrou o cenário ideal para em pouco tempo se tornar uma epidemia.

Especialistas garantem que a origem do vírus está no continente africano, e que os macacos seriam os seus incubadores. Chegou-se a essa conclusão pela descoberta de que esses primatas possuem um vírus muito parecido com o HIV, o SIVcpz (vírus de imunodeficiência símio). O contágio teria acontecido durante expedições de caça de chipanzés, o sangue do animal em contato com o caçador teria o infectado. Com o aumento da conexão entre a África e outros continentes, o vírus teria se espalhado.

Os Primeiros Casos

A preocupação com o vírus HIV surgiu em 1981 com o aumento da incidência de sarcoma de kaposi, um tipo de câncer e de casos de pneumonia em pessoas jovens. No início acreditava-se que a doença estava relacionada com o estilo de vida do infectado, havia um desconhecimento sobre suas origens, o que levou a sociedade a acreditar que era um mal restrito a homossexuais e a usuários de drogas intravenosas. Mas com a descoberta de casos de hemofílicos e recém-nascidos contaminados em 1982, a preocupação aumentou e os grupos de risco se expandiram.

Os primeiros casos foram descobertos nas cidades de Los Angeles e Nova Iorque. A estranha enfermidade que afetava o sistema imunológico deixou a comunidade médica intrigada. O tempo para o aparecimento dos primeiros sinais da doença pode levar de oito a onze anos, existem casos de pessoas infectadas que nunca apresentaram os seus sintomas. Apesar do longo tempo para se manifestar, o vírus pode ser detectado no sangue do paciente nas primeiras semanas após o contágio.

Políticas de Combate ao Vírus

Mesmo após trinta anos da descoberta do vírus, a AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, também chamada de Sida) está entre as doenças mais mortais do mundo. Estima-se que desde o reconhecimento dos primeiros casos, a enfermidade já teria causado a morte de mais de quarenta e nove milhões de infectados, estudos apontam que no mundo existam trinta e cinco milhões de soropositivos. Mas esse número pode ser bem mais alarmante devido ao fato de muitos infectados desconhecerem sua situação.

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Apesar dos altos números de pessoas com o vírus, a propagação do HIV vem diminuindo desde a década de 1980. Graças a campanhas de conscientização que vem ganhando força ao longo dos anos, a AIDS se tornou um assunto amplamente discutido e consequentemente a população apresenta-se mais consciente sobre suas formas de contágio e prevenção.

A criação de Centros de Orientação e Apoio Sorológico e a gratuidade de testes sorológicos fazem parte de algumas medidas do governo para auxiliar os pacientes soropositivos. Além disso, os infectados contam com todo apoio médico, incluindo acompanhamento psicológico, o que faz do Brasil referência mundial no combate a doença. Atualmente existem 104 laboratórios cadastrados, visando ao monitoramento da evolução clínica de indivíduos infectados pelo HIV.

O Laço Vermelho Como Símbolo

O laço vermelho se tornou o símbolo do combate a AIDS e ao amparo dos pacientes infectados. Foi criado em Nova York por um grupo de profissionais de arte como forma de homenagear amigos ou familiares vítimas da doença. Símbolo de solidariedade e união, o laço vermelho foi usado publicamente pela primeira vez pelo ator Jeremy Irons na entrega do prêmio Tony Awards, em 1991.

No Brasil, a doença ganhou repercussão através de celebridades que assumiram publicamente serem portadores do vírus. Um dos primeiros artistas a declarar o seu caso para a mídia foi o cantor Cazuza. Desde sua declaração, vários outros artistas no mundo e no Brasil sucumbiram à doença, principalmente nos últimos anos da década de 1980 e no início dos anos 1990.

Lorena Castro Alves
Graduada em História e Pedagogia

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