4 tipos de vacinas e o uso delas contra a covid-19

Anvisa aprovou duas vacinas em caráter emergencial neste domingo, 17. Confira quais são os tipos de vacinas!


Durante a pandemia do coronavírus, laboratórios de todo o mundo estão trabalhando incansavelmente para desenvolver modos de conter a crise sanitária. Vacinas, método preventivo que oferece imunidade contra doenças, estão sendo estudadas e testadas há meses.

Sendo assim, no último domingo, 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou o uso emergencial de dois imunizantes: um produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa Sinovac e outro feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

As duas opções conferem tipos diferentes de vacina, porém cumprem seguramente o papel de diminuir a gravidade do Sars-Cov-2. Entenda quais são os 4 tipos de vacinas e o uso delas contra o covid-19.

Vacinas de vírus inativado

Esse tipo de vacina é o mais antigo, desenvolvido há cerca de 70 anos. Em ambiente controlado, multiplica-se o vírus e o mata com calor ou uma substância química. Já inativo, é injetado no paciente, que, por sua vez, cria uma resposta imunológica.

Assim, o corpo fica preparado para enfrentar o vírus caso o paciente tenha contato com o mesmo ativo. As vacinas da gripe e da poliomielite são exemplos desse tipo de imunizante.

A CoronaVac, da empresa Sinovac com o Instituto Butantan, também utiliza dessa tecnologia. Como noticiado, a vacina possui eficácia geral de 50,34%, ou seja, do paciente não contrair o vírus. Além disso, há 78% de eficácia contra sintomas e 100% contra casos graves.

Vacinas de RNA mensageiro

A vacina carrega o RNA mensageiro com o código genético do vírus, molécula responsável por levar as instruções de produção para a síntese de proteínas. Basicamente, a vacina é a receita de produção de proteínas do vírus que, introduzido no sistema, desencadeia uma resposta imunológica.

Dessa maneira, o corpo simula uma resposta como se tivesse contraído o vírus, sem a infecção real. As vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech contra o covid-19 são desse método.

Vacinas de vetor viral

A vacina de vetor viral não replicante é feita por meio da inserção da proteína de um vírus em outro, sofrendo modificações em laboratório para não se multiplicar no corpo do paciente. Da mesma forma, o corpo produz uma resposta imunológica para evitar uma infecção futura.

A vacina da Universidade de Oxford e farmacêutica AstraZeneca usa um adenovírus de chimpanzé como vetor viral, ou seja, o adenovírus é modificado para receber as proteínas do coronavírus. Esse imunizante será produzido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, e foi uma das aprovadas em caráter emergencial pela Anvisa.

Vacinas proteicas sub-unitárias

Nesse tipo de vacina, as proteínas do vírus são injetadas diretamente no paciente, como no caso da vacina da farmacêutica estadunidense Novavax. Outra vacina desse método é a da influenza trivalente.

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