A região Sul é o única e cheia de detalhes na arquitetura, na música, na literatura, nas danças, celebrações, mitos e lendas. Estas duas ultimas são itens especiais na cultura dessa região. Pensando nisso, separamos 5 Lendas Folclóricas da Região Sul para você ficar por dentro do contexto cultural dessa região.
Confira:
Gralha azul:
A lenda conta sobre um dia que uma gralha negra dormia sobre um galho de pinheiro e acabou sendo acordada por golpes de um machado. Assustada, a gralha voou para cima, no qual ouviu uma voz pedindo para que retornasse ao local, pois assim, ela seria azul celeste e passaria a plantar pinheiros. Ao aceitar, a gralha negra passou a ter penas azuis, exceto ao redor da cabeça, onde permaneceu o preto dos corvídeos. Há quem realmente acredite nessa lenda, já que de fato,a Gralha-azul tem o hábito de enterrar pinhões, que posteriormente pode se transformar em pinheiros.
Cuca:

João de Barro:

Pé de Garrafa:

O Negrinho do Pastoreiro
Trata-se de uma história de estancieiro malvado com negros e peões. Em uma ocasião, este fez com que um negrinho de 14 anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. O menino obedeceu mas acabou perdendo um cavalo baio. O estanceiro furioso pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. Além disso, ordenou que o menino achasse o cavalo. O menino achou mas deixou escapar novamente. De volta à estância, o estancieiro, ainda mais irritado, bateu novamente no menino e o amarrou nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, o menino estava intacto sem nenhuma marca no corpo. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Após, o negrinho partiu conduzindo o pastoreio, uma tropilha de tordilhos montado em um cavalo baio.
Desde então, quando qualquer cristão perdia uma coisa, fosse qualquer coisa, pela noite o Negrinho procurava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela,
cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.

