Ter uma boa noite de sono está cada vez mais raro, em razão de exageros no uso do celular, excesso de trabalho, de tarefas acumuladas, e até do vício em Netflix, hábitos que geram insônia e estresse, estamos dormindo menos.
Um estudo realizado no final de 2012 pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) constatou que 69% de brasileiros avalia seu próprio sono como ruim e insatisfatório.
De acordo com a pesquisa, o sono do brasileiro tem sido invadido por preocupações como problemas familiares e financeiros (50%), estresse (40%) e a dificuldade de se desligar de televisão, celular e internet (28%).
A grande maioria, cerca de 43%, dorme apenas de 3 a 5 horas, enquanto 36% dorme de 6 a 7 horas e somente 21% dos brasileiros coloca em prática as recomendadas 8 horas ou mais.
Entre os jovens, a situação é ainda mais preocupante: 88% deles demonstraram ter um sono ruim ou insatisfatório, de acordo com outro levantamento do Ipom em 2015, em parceria com o Instituto Sou +Jovem.
O grande problema de dormir mal são consequências que são sentidas no dia seguinte, como cansaço, sonolência e queda de rendimento nas atividades.
Os efeitos negativos da falta do sono profundo e reparador se arrastam pela vida das pessoas, que entram em um círculo vicioso que a deixam frequentemente mais irritadas e estressadas, e com muita dificuldade para relaxar.
Dormir menos do que o recomendado, que seria de seis a oito horas por noite, traz consequências negativas para o nosso corpo como um todo.
Veja alguns dos problemas mais comuns gerados pela falta de sono:
Imunidade baixa

Segundo um estudo da Universidade de Chicago (EUA), quem dorme quatro horas por noite durante uma semana tem os anticorpos reduzidos pela metade quando comparados com os que dormem oito horas.
Falta de memória

Quem tem o hábito de dormir mal comumente sofre para se lembrar de eventos simples, como episódios do dia anterior ou nomes de pessoas próximas.
Dificuldade para emagrecer

A falta de sono reduz em 55% a queima de gordura.
Isso acontece porque quando estamos dormindo nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade ao longo do dia.
Além disso, quem tem o sono restrito produz mais quantidade do hormônio grelina, que provoca fome e reduz o gasto de energia. A consequência disso é a ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito.
Mau humor

A falta de sono faz com que o cérebro não descanse plenamente, prejudicando a comunicação entre os neurônios e a produção de serotonina.
Por isso que um sono deficiente impacta no bom-humor, podendo favorecer quadros de depressão.
Desempenho físico ruim

Altera o funcionamento do metabolismo

Entre os efeitos dessa deficiência estão despertar cansado, dificuldade de raciocínio e excesso de ansiedade, que podem interferir na realização de tarefas do cotidiano, levando a problemas como déficit de atenção, sonolência, irritabilidade e indisposição física.
Interfere na produção de insulina

Desregula a pressão arterial

Envelhecimento precoce

Esses hormônios exercem funções reparadoras e calmantes para a pele, e o resultados da falta de sono é uma pele sem viço, com olheiras e o aparecimento de rugas.
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