Medicina no Brasil vai mudar: governo oficializa o Enamed, a ‘OAB dos médicos’
Nota pode ser utilizada em processos seletivos para residência médica.
O governo federal oficializou o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme publicação no Diário Oficial da União do dia 23 de junho.
Este exame, que será obrigatório para estudantes de medicina, tem como principal objetivo avaliar a qualidade dos cursos de medicina no Brasil, além de oferecer dados valiosos para a orientação de políticas públicas relacionadas ao ensino superior.
A similaridade com a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está no formato e na obrigatoriedade, mas o Enade também pode influenciar os processos seletivos do Exame Nacional de Residência (Enare).
Este exame será usado para ingresso em programas de residência médica de acesso direto, tornando-se uma importante ferramenta para os futuros médicos do país.
Como funciona o Enamed?
Foto: iStock
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) será responsável por aplicar a prova, que ocorrerá anualmente e de forma descentralizada.
Composta por 100 questões objetivas, a avaliação abordará áreas como Clínica Médica, Cirurgia e Pediatria, entre outras especialidades. Além disso, incluirá temas interdisciplinares como Saúde Coletiva e Saúde Mental.
Após a prova, os participantes devem preencher questionários obrigatórios, incluindo o de percepção da prova e o contextual.
Esses dados servirão para fins estatísticos e avaliação educacional. Os estudantes inscritos no Enade terão inscrição automática no Enamed, mas precisarão confirmar a participação caso queiram usar a nota no Enare.
Para que serve a nota do Enamed?
A nota do Enem, apesar de não influenciar diretamente na formação do aluno, será um componente curricular essencial.
Para estudantes que almejam residências médicas pelo Enare, a nota poderá ser utilizada por até três anos. O desempenho será individualmente relatado pelo Inep, que também produzirá relatórios gerais para políticas públicas.
Por fim, a Ebserh ficará encarregada de definir e cobrar a taxa de inscrição dos candidatos que não receberem isenção automática.
Com essa iniciativa, espera-se que a qualidade do ensino médico brasileiro seja aprimorada e que os futuros médicos estejam cada vez mais preparados para os desafios profissionais.

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