Exame de DNA começa a substituir o papanicolau no SUS: saiba como funciona

Ministério da Saúde inicia distribuição do exame DNA-HPV, substituindo gradualmente o papanicolau no rastreamento de câncer de colo do útero.

O Ministério da Saúde deu início à implantação do exame de DNA-HPV, que substituirá o papanicolau no rastreamento do câncer de colo do útero no SUS. Este método inovador traz mais precisão e agilidade no diagnóstico.

A nova abordagem visa beneficiar milhões de mulheres em idade reprodutiva, aumentando a eficácia do rastreamento e tratamento precoce. Com início em 15 de agosto de 2025, a distribuição do exame ocorrerá de forma gradual.

O DNA-HPV, desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, oferece um avanço significativo na detecção de tipos cancerígenos do HPV, com potencial para salvar vidas ao reduzir o tempo de diagnóstico e iniciar tratamentos rapidamente.

Implementação gradual e metas nacionais

Foto: Agência Brasil

A substituição do papanicolau será feita inicialmente em um município de cada estado. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais já estão incluídos nessa fase inicial.

Até o final de 2026, o objetivo é que o exame esteja disponível em todo o território nacional.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o uso da infraestrutura do SUS irá acelerar a implementação comparado a países como Reino Unido e Espanha, que levaram três anos para nacionalizar a prática.

Importância do exame de DNA-HPV

  • Permite identificar o HPV antes do aparecimento de lesões.
  • Reduz a necessidade de intervenções desnecessárias.
  • Amplia o intervalo entre exames para cinco anos em casos de resultados negativos.

HPV e prevenção

O HPV é a principal causa do câncer de colo do útero, com alta incidência no Brasil. Estima-se cerca de 17 mil novos casos anuais, resultando em 20 mortes por dia. A vacinação contra o HPV é essencial e está disponível no SUS.

A combinação de vacinação e rastreamento com DNA-HPV é crucial para atingir a meta de eliminação da doença até 2030, conforme recomendado pela OMS.

Esse novo passo no rastreamento do câncer de colo do útero reforça o compromisso do SUS em melhorar a saúde pública feminina, usando a tecnologia para salvar vidas e reduzir a mortalidade associada à doença.

você pode gostar também

Comentários estão fechados.