Aulas presenciais devem ser retomadas a partir de agosto

Maioria das unidades federativas se prepara para um retorno das aulas presenciais de modo gradativo.


A vacinação engrenou no Brasil desde o mês de junho. Mais de 124 milhões de doses foram aplicadas até o momento. Com isso, todos os Estados e o Distrito Federal começam a planejar o retorno às aulas presenciais. 

Até o momento, apenas 12 unidades da federação reabriram as escolas. Isso se apenas a rede pública de ensino for levada em consideração. Quando o assunto são as escolas particulares, em 22 estados as aulas foram restabelecidas.

Claro que, neste momento, o retorno se dá com uma série de medidas preventivas. Na maioria dos casos, existe um limite de alunos e funcionários que podem ocupar as escolas. A higiene das mãos e o uso de máscaras continuam obrigatórios, e o distanciamento social também é adotado.

Apesar dos números, todo o Brasil deve assistir a volta às aulas entre agosto e setembro. Apenas Bahia e Roraima não definiram um cronograma exato para o assunto. Os dados foram divulgados pelo Estadão.

Desde março de 2020, os alunos estão fora da sala de aula, acompanhando o ensino a distância. O país é um dos únicos no mundo que continua com a educação paralisada. Isso se deve ao agravo da pandemia e à dificuldade do governo em lidar com o tema de forma séria.

Especialistas criticam os governos por priorizarem a abertura de lojas, bares e igrejas antes das escolas. O próprio Ministério da Educação (MEC) vem sendo considerado omisso sobre o tema. Desde o início, houve muito tumulto e poucas ações federais para sanar o avanço da doença e suas consequências.

Enquanto em Roraima e na Bahia a volta às aulas deve demorar, em São Paulo a realidade é outra. O governo paulista já anunciou que as escolas devem receber 100% dos alunos em agosto. Isso porque o estado concluirá a vacinação da população adulta em setembro. Jovens a partir dos 12 anos devem receber o imunizando até o final do ano.

Algumas capitais já retornaram às aulas presenciais

Das capitais brasileiras, apenas 13 retornaram às atividades presenciais de forma parcial até o momento. Entre as que optaram por atividades remotas, só quatro devem retornar em agosto. Outras três voltam ao presencial em setembro. O restante permanece sem previsão de retomada.

A capital mineira liberou apenas a educação infantil em maio, após quase um ano de creches fechadas. As demais turmas retornam gradativamente até o dia 5 de agosto.

A rede cearense de ensino deve adotar o retorno em agosto, segundo o Estadão. O Estado do Ceará irá implantar um sistema de diagnóstico para garantir a segurança e a análise do ensino.

A parceria se dá entre o governo e a Universidade Estadual do Ceará (UECE). A aplicação segue métricas de diagnóstico em larga escala, como as do MEC. Ela deve apontar os prejuízos causados até então para a educação local. Contudo, deve servir de referência para o país.

Diversos especialistas apontam para graves sequelas na educação brasileira. Todas elas advêm da má gestão e das consequências inevitáveis trazidas pela pandemia.

 

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