História e origem dos números que utilizamos hoje em dia

Conheça a história e a origem dos números que usamos atualmente. Apesar de muitos não gostarem de matemática, os números estão impregnados no cotidiano.

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Apesar de muitos não gostarem, a matemática e os números estão impregnados no nosso dia-a-dia e caminham junto com a história da humanidade. Eles foram criados a partir da necessidade do homem de ter uma maneira de representar as quantidades.

Dessa maneira, as primeiras representações numéricas foram feitas para contar os animais. Por exemplo: quando o pastor, soltava seu rebanho de ovelhas, colocava dentro de um saco, uma pedrinha para cada animal. No final do dia, quando elas voltavam, ele fazia o processo contrário, tirando as pedrinhas para cada animal.

Também existiam outras maneiras de representações numéricas, como: fazer nós em cordas ou riscos feitos em ossos ou pedras. No entanto, cada região utilizava um método diferente.

História dos números na Suméria

Sistema numérico dos sumérios
Sistema numérico desenvolvido pelos sumérios

Percebendo a necessidade de ter uma forma de representar as quantidades, os sumérios criaram a escrita e inventaram uma nova forma de contar. Por serem um povo muito dedicado ao comércio, precisavam registrar as transações financeiras.

A capacidade de desenvolver uma linguagem escrita permitiu que eles também criassem símbolos para indicar quantidades. Essas informações foram descobertas em escavações arqueológicas que foram feitas na região da Mesopotâmia.

Com essas descobertas, descobriram também que os a população dessa região, escrevia em placas de barro ou de argila.

Além disso, que eles desenvolveram tabuadas e um sistema com base sessenta, ou seja, todas as quantidades maiores que sessenta eram representadas pelo sinal que simbolizava sessenta ou quantidade menores que sessenta.

História dos números no Egito e com os povos maias

Números do Egito Antigo
Números do Egito Antigo, no templo de Karnak

Na mesma época que os sumérios, os egípcios criaram outro sistema de numeração, que tinha como numeração sete números-chave, que são reconhecidos hoje como: 1, 10, 100, 1.000, 10.000, 100.000 e 1.000.000.

Para cada número foram estabelecidos símbolos e com esses desenhos escreviam os outros números e faziam contas.

Alguns séculos depois, os maias também desenvolveram um tipo de sistema numérico, que diferente dos egípcios eram representados por três símbolos, sendo eles: uma concha, um ponto e uma barrinha.

Sistema de numeração utilizado pelos povos maias
Sistema de numeração utilizado pelos povos maias

Assim como os egípcios, os maias também utilizavam desenhos para simbolizar os números. No entanto não se engane, apesar de serem parecidos caso sejam analisados, os desenhos possuem significados diferentes.

Os maias utilizavam: base vinte, e possuíam um símbolo que representava o número zero. Sendo o zero um importante número para os sistema numéricos e sendo utilizado para contagem até os dias de hoje.

História dos números gregos, hebraicos e romanos

Os gregos têm uma grande participação na história do Ocidente. Desenvolveram as artes, a política e a medicina, e são considerados os pais da filosofia e da democracia.

Além de tudo isso, também criaram um sistêmica numérico. Eles utilizavam letras do seu alfabeto para simbolizar os números.

Sistema numérico grego
Sistema numérico grego

Os gregos não foram os primeiros a utilizar letras do alfabeto para representar números, os hebreus também tinham um alfabeto numérico. Isso porque esses dois sistemas de numeração, copiaram alguns aspectos da escrita dos fenícios. Sendo a forma fenícia de escrever a mãe das formas grega, hebraica, latina e árabe.

Os romanos também criaram um sistema de números, este é ensinado até os dias de hoje nas aulas de matemática. Assim como os gregos e hebraicos, os romanos também utilizavam letras do alfabeto para simbolizar os números.

Números romanos
Números romanos

No entanto, eram usadas só sete letras e o sistema deles era ordenado, uma vez que a inversão das letras podiam causar transtornos. Por exemplo: IV (quatro) e VI (seis).

As letras do alfabeto que eram usadas são: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100), D (500) e M (1000).

História dos números orientais

Na mesma época que os gregos e hebraicos, a China e a Índia também se desenvolviam e, da mesma forma, criaram um sistema de representar quantidades.

O sistema numérico da China era decimal, e começou a ser desvendado com a descoberta de escritos chineses em cascos e ossos de tartarugas, datados em mais de três mil anos.

Já o sistema numérico indiano deu origem ao sistema que utilizamos nos dias de hoje. Por volta do século VI d.C, o povo hindu desenvolveu um sistema que apresentava o número zero, no início representado pelo desenho de um ovo de ganso.

Com a introdução do zero, o sistema indiano precisava de apenas dez símbolos para representar todas as quantidades. Sendo um sistema posicional e multiplicativo. O que deixou matemáticos de todo o mundo maravilhados com esse sistema. Dessa forma, foi se espalhando até chegar na Europa, de onde se espalhou por todo o mundo.

Números indo-arábico

Números indo-arábicos
Números indo-arábicos

Os números que utilizamos com mais frequência (1, 2, 3, 4…) foram criados no norte da Índia, em meados do século VI d.C. Esse sistema, além de diminuir a quantidade de símbolos, facilitava a contagem. E foi isso que encantou o árabe Al-khowarizmi, que se dedicou aos estudos da matemática hindu.

Al-khowarizmi escreveu um livro desse sistema de numeração para espalhar a novidade. Os números utilizados nos dias de hoje receberam o nome de indo-arábicos por terem sido descobertos pelos indianos e divulgado pelos árabes.

Leia também: Números pares e ímpares – Quais são?

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