Em uma série de comunicados recentes, diversas entidades ligadas à previsão do tempo ao redor do mundo classificaram como provável a chegada da La Niña no segundo semestre deste ano.
Esse fenômeno climático deve substituir seu “irmão”, o El Niño, que causou um aumento considerável nas temperaturas ao redor do mundo em 2023.
Dentre as entidades que apontaram a chegada da La Niña está o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), que apontou um enfraquecimento do El Niño, fato que estaria “chamando” a La Niña para a cena.
“Apesar de atualmente estar classificado como forte, a intensidade do fenômeno [o El Niño] deve mudar de moderada para fraca nos próximos meses com possibilidade de formação do La Niña no segundo semestre”, disse a nota do INMET.
Anteriormente o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) já havia predito que o El Niño perderia força entre abril e junho, dando espaço para a La Niña a partir de julho.
Como age a La Niña?
Como já foi amplamente explicado por especialistas ao longo dos últimos meses, o El Niño provoca um aquecimento das correntes de água do Oceano Pacífico, o que desencadeia ondas de calor e seca pelo mundo.
Por sua vez, a La Niña provoca um resfriamento das águas localizadas na linha do equador do Pacífico, o que mexe no clima global de várias maneiras.
Isso acontece porque há uma confluência de massas de ar quente e úmido chamadas de ventos alísios, que sopram na direção do sudeste asiático e da América do Sul, provocando chuvas e uma queda na temperatura.
Os meteorologistas ainda estão discutindo como a La Niña vai afetar o clima do país, já que não tem como prever exatamente como o fenômeno age a cada vez que aparece.
Porém, espera-se que haja uma queda geral de temperaturas, aumento de chuvas e desbalanceamento dos níveis de umidade em algumas partes do país. Contudo, todo o país deve ser afetado de alguma maneira.
Apesar de o “calorão” do El Niño parecer estar indo embora, a La Niña também costuma trazer alguns efeitos potencialmente perigosos para o clima. Por isso, as autoridades seguem em alerta.
