Taylorismo vs. Fordismo vs. Toyotismo

A progressão dos modelos produtivos retrata o avanço da economia, das filosofias capitalistas, da tecnologia e da forma de ver o público consumidor.

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Taylorismo e Fordismo

No início do século século XX, a filosofia taylorista se infiltrou nas indústrias por sua lucratividade superior em relação à forma com que fábricas eram gerenciadas anteriormente.

Ela foi responsável por fundar as bases da indústria por décadas, e ainda pode ser notada em algumas empresas que enfatizam a vigilância sobre os funcionários e o rendimento máximo à custo do esforço de cada trabalhador. É fundado no positivismo científico do fim do século XIX.

O Fordismo, é a adaptação das mesmas diretrizes às tecnologias do fim da segunda revolução industrial. A transição entre um e outro foi gradual e natural.

A diferença mais óbvia entre eles é que, no Fordismo, o que move o esforço do trabalhador não é a repreensão pelo baixo rendimento ou a bonificação pela alta eficiência, mas o ritmo da máquina. As linhas de montagem permitiram a Ford um controle dissociado da competência individual.

TAYLORISMO

FORDISMO

Trabalho por tarefas e níveis hierárquicos Produção em massa
Longo treinamento no trabalho Pouco ou nenhum treinamento
Controle do tempo Rígida padronização de produção
Estabelecimento de níveis mínimos de produtividade Linha de montagem

Taylorismo e Fordismo vs. Toyotismo

O Toyotismo da segunda metade do século XX representou uma grande ruptura com o modelo ocidental de produção. Sua adoção pelo ocidente se deveu à sua lucratividade superior, já que sua filosofia prevê a redução dos custos; e também ao avanço do neoliberalismo. O Toyotismo foi desenvolvido no Japão pós-guerra, com reduzido mercado consumidor e recursos limitados.

No princípio do séc. XX, a concepção de mercado dominante era o liberalismo clássico, que previa um Estado regulador e assistencialista, com controle sobre o funcionamento do mercado. Sindicatos e agências governamentais disputavam o controle pelo regime de trabalho, salários, licenças e concessões, etc. O Toyotismo foi um dos responsáveis a passar à ênfase ao poder financeiro e individual do público.

Comparação

Na prática, uma fábrica no modelo fordista ou taylorista produzia em massa muitos bens iguais que inundavam grandes estoques empurrados aos consumidores, que eram compreendidos de forma coletiva. Já no toyotismo, pequenos lotes de produtos “puxados” pela demanda individual do consumidor vão direto à ele, passando o mínimo possível pelo estoque.

Enquanto no taylorismo a eficiência individual dita quando o produto ficará pronto, no fordismo se depende do ritmo das máquinas. Já no toyotismo é a demanda dos compradores que define quanto esforço será alocado em cada etapa para que o produto saia no tempo desejado. Diferentemente dos outros sistemas, no toyotismo os trabalhadores têm entendimento macrocósmico da produção e podem ocupar mais de um cargo.

Essa capacidade de realizar mais de uma tarefa era evitada sob uma lógica liberal clássica pois havia o medo constante por parte de patrões que os funcionários e sindicatos compreendessem como realizar o processo produtivo sozinhos e tomassem os meios de produção. Na lógica neoliberal, esse medo é menor pois a coletivização é menor e a individualidade é recompensada: é mais provável que o trabalhador queira ascender socialmente pelo avanço na empresa (alçando um cargo mais alto) do que pelo conflito.

Até por isso a repressão aos funcionários é muito atenuada no toyotismo. O controle dos funcionários se dá de forma estrutural, e não pela vigilância autoritária. Isso permite ao toyotismo maior mobilidade sob condições adversas, já que funcionários ocupam várias funções a depender da situação. Entretanto, a filosofia neoliberal também significou a redução do estado de bem-estar-social e garantias públicas da década de 1970 em diante.

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