USP perde topo: veja qual é a melhor universidade da América Latina agora

USP perde a liderança na América Latina, mas ainda é considerada a melhor do Brasil.


A liderança da Universidade de São Paulo (USP) entre as instituições da América Latina chegou ao fim. No ranking da Quacquarelli Symonds (QS) divulgado recentemente, a Pontifícia Universidade Católica do Chile assumiu o topo, desbancando a tradicional referência brasileira.

O levantamento avaliou 437 universidades da região, considerando critérios como reputação acadêmica, empregabilidade e proporção de alunos por professor. Mesmo com a queda, a USP segue sendo a melhor colocada entre as universidades brasileiras, mantendo seu prestígio nacional.

Segundo Fátima Nunes, coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico da USP, o ranking se baseia em dados de 2023 e não reflete completamente os avanços recentes da universidade.

A mudança no topo acende o debate sobre o crescimento acadêmico na América Latina e a competitividade regional. Analistas apontam que fatores como inovação, internacionalização e programas de pesquisa desempenham um papel crucial na disputa pelo primeiro lugar, indicando que a corrida pelo topo ainda está longe de terminar.

Desempenho brasileiro no ranking

O Brasil se destaca por ter 26 instituições entre as 100 melhores da América Latina, segundo o QS. Entre elas, além da USP, estão a Unicamp, a UFRJ e a Unesp no top 10.

A Unicamp, localizada em Campinas, ocupa a terceira posição, e a UFRJ, do Rio de Janeiro, está em quinto lugar. A Unesp, que subiu duas posições, agora é a sexta colocada.

Instituição País 2026 2025
Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC) Chile
Universidade de São Paulo Brasil
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Brasil
Tecnológico de Monterrey México
Universidade Federal do Rio de Janeiro Brasil
Unesp Brasil 6º*
Universidade do Chile Chile 6º*
Universidade dos Andes Colômbia
Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) México
Universidade de Buenos Aires (UBA) Argentina 10º 10º

Desafios e estratégias

Fernando Sarti, pró-reitor da Unicamp, considera a terceira posição honrosa, destacando que o número de alunos impacta significativamente no ranking. A Unicamp possui cerca de 35 mil estudantes.

Já o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, ressalta as dificuldades orçamentárias enfrentadas, mas comemora a manutenção da posição. A Unesp celebra seu crescimento, atribuído ao engajamento e à reputação docente.

Impacto do ranking

O vice-presidente da QS, Ben Sowter, elogia o desempenho brasileiro, atribuindo-o à qualidade da pesquisa acadêmica e aos esforços de inclusão e reforma política. No entanto, destaca que o Brasil enfrenta desafios na taxa de conclusão e qualidade do ensino.

Entre as universidades brasileiras, 13 caíram no ranking, enquanto seis subiram e sete mantiveram suas posições.

Embora a USP não esteja mais no topo, o ranking revela um cenário promissor para as universidades brasileiras. O aumento dos investimentos, o foco em inclusão e a adaptação às necessidades do mercado de trabalho são estratégias essenciais para consolidar a posição do Brasil na educação superior latino-americana.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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