Vacina de 100 anos pode ser resposta para combate ao coronavírus

Vacina BCG, utilizado contra tuberculose e meníngea, está sendo testada para combate da Covid-19. Imunização é utilizada desde 1921.

Uma vacina usada desde os anos 1921, há quase 100 anos, é estudada por pesquisadores do Instituto Telethon Kids, na Austrália, para atuar no combate ao coronavírus (Covid-19). A vacina bacilo Calmette–Guérin (BCG) é conhecida por ser eficaz contra a tuberculose.

Além da tuberculose, a imunização pode reduzir o risco de morte por diferentes vírus e bactérias. Devido à eficácia, o instituto se interessou na possibilidade de utilizar a vacina contra a doença.

Ensaios clínicos para avaliar o desempenho da BCG já estão sendo feitos. Também foi publicado um estudo dos pesquisadores que mostrou o uso da BCG em roedores.

De acordo com o estudo, foi observado um aumento de neutrófilos, que são células sanguíneas leucocitárias.

Esses corpúsculos integram o sistema imune inato – composto por formas de imunidade natural, sendo o primeiro a reagir contra a infecção do coronavírus.

Vacina BCG contra coronavírus

Em 1908, os cientistas Albert Calmette e Camille Guérin isolaram uma cepa do bacilo da tuberculose. O objetivo era produzir culturas vivas atenuadas para serem usadas como vacina. A cepa foi nomeada de bacilo Calmette-Guérin e aplicada pela primeira vez em crianças, em 1921.

Em tese, com uma resposta inata mais forte, o vírus poderia ser eliminado mais rapidamente.

Desta forma, a vacina poderia acelerar a recuperação de pacientes infectados. Mas ainda não há nenhuma evidência a respeito da eficácia da BCG contra a Covid-19.

Pesquisadores do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), no Brasil, lideram uma pesquisa de vacinas que utilizam partículas artificiais parecidas com o novo coronavírus.

Assim como o estudo da BCG, ainda não há previsão para a conclusão dos trabalhos. Mas os testes em animais já iniciaram.

Vacina BCG no Brasil

A Vacina BCG é utilizada, principalmente, em crianças de até 4 anos. Seu objetivo é imunizar contra a tuberculose miliar e a meníngea. No Brasil, a vacina, atualmente, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Por que ainda não existe vacina contra a Covid-19?

No mundo, mais de 100 vacinas são estudadas para prevenir a infecção do coronavírus. São testados diversos antígenos, inclusive em animais, mas ainda não há uma imunização efetiva.

Além do processo de criação da vacina, existem os trâmites burocráticos ao longo do processo de fabricação e distribuição. Fora que há regulamentação sanitária dos países para o desenvolvimento dessas substâncias.

Para se chegar a uma vacina contra o coronavírus, portanto, é preciso entender a imunologia relacionada à infecção por coronavírus. Esses estudos, que já estão sendo feitos, se baseiam em outras epidemias, como SARS e MERS.

Confira também: Coronavírus tem mutação e se torna mais contagioso, afirma estudo

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