Aliança Nacional LGBTQIA+ questiona pautas do IBGE

A Aliança Nacional LGBTQIA+ se manifestou sobre a decisão do IBGE acerca da não inclusão das questões de orientação sexual e identidade de gênero no Censo 2022.

No último domingo (12), a Aliança Nacional LGBTQIA+ se manifestou sobre a decisão do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) sobre a não inclusão das questões de orientação sexual e identidade de gênero no Censo 2022.

A organização questionou, através de uma nota, quais os motivos apresentados pelo órgão para justificar a não inclusão. Segundo o órgão, a inclusão repentina poderia minorar de forma significativa a produtividade do recenseador.

A Aliança confirmou que “há 22 anos, desde 2000, o Grupo Gay da Bahia (GGB) e outras instituições civis de direitos humanos têm cobrado a inclusão no Censo Demográfico de perguntas geradoras de estatísticas sobre a população LGBTIQIA+”, que não seria algo repentino, como alegado.

De acordo com a organização, as informações são imprescindíveis para informar a formulação de políticas públicas voltadas à comunidade LGBTQIA+, destacando os indivíduos transgênero que são historicamente marginalizados.

“O IBGE declarou que se for determinada a inclusão dessas informações, o Censo 2022 terá que ser adiado, tendo em vista que, segundo o órgão, o aumento de custos de recursos federais pode chegar a cerca de R$ 2,3 bilhões. Pessoas LGBTQIA+ também pagam impostos e tributos e merecem ter seus direitos constitucionais respeitados”, diz a Aliança em nota.

Para o IBGE, “inserir tais quesitos em um Censo Demográfico em cima da hora sem prévios estudos, testes e treinamentos, seria ignorar a complexidade e o rigor de uma operação censitária de porte continental, como é o caso da brasileira, cuja discussão e elaboração dos questionários e sucessivos planejamentos e preparações se iniciaram em 2016”, expôs o instituto.

A Aliança confirmou que a decisão “parece ser mais de foro político que por questões operacionais ou de metodologia”, e que “incluir dados fundamentais para garantir direitos humanos tutelados é obrigação do Estado, conforme determina nossa Constituição Federal”.

você pode gostar também

Comentários estão fechados.

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Accept Read More