Botulismo – O que é, sintomas, transmissão, prevenção e tratamento

O botulismo pode acometer o organismo de forma grave, podendo causar a morte. Ela é causada por uma bactéria com diferentes formas de ser contraída. Entenda mais sobre a doença e como evitá-la.

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O botulismo é uma doença rara e grave, causada por uma infecção bacteriana em decorrência da entrada da bactéria e proliferação de suas toxinas no organismo.

Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as toxinas das bactérias botulínicas são algumas das substâncias mais letais da medicina.

O que é o botulismo?

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O botulismo é uma doença neurotípica, grave e de elevada letalidade, causada pela ação das toxinas da bactéria Clostridium botulinum, que produz esporos resistentes e que podem ser encontrados no solo, nas fezes humanas e de animais e em alimentos.

Essa doença não é contagiosa e pode ser adquirida por ingestão ou por ferimentos.

A bactéria transmissora

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A Clostridium botulinum é um bacilo anaeróbio esporulado. Isso significa que possui esporos e eles são bem resistentes, podendo sobreviver em ambientes com pouco oxigênio. Além disso, seus esporos podem se espalhar com facilidade, podendo ser encontrados no solo, nos lagos e mares.

A toxina produzida por essa bactéria age nas membranas pré-sinápticas das junções neuromusculares bloqueando a transmissão do impulso para a contração muscular. Dessa forma, a consequência mais grave da doença é a morte por paralisia da musculatura respiratória.

Sintomas de botulismo

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Os sinais da doença podem variar muito de acordo com o tipo de infecção, mas os principais sintomas começam com fraqueza, visão turva, sensação de cansaço, dificuldade para falar, fotofobia e tonturas.

Além disso, são seguidos por fraquezas musculares, náuseas e dificuldade de respirar.

Contudo, é importante a atenção para os sintomas, pois todas as formas de botulismo podem matar quando negligenciadas e são consideradas emergências médicas.

Tipos e transmissão

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A transmissão da doença é feita através dos esporos que podem estar amplamente dispersos pelo ambiente e são contraídos de diversas formas, proporcionando diferentes tipos específicos da doença, sendo elas:

Botulismo infantil

Esse tipo da doença, também conhecido como botulismo do lactente, é bastante comum em bebês de dois a seis meses de idade.

Entretanto, é na verdade do tipo intestinal, pois uma das principais causas é a ingestão de alimentos contaminados, quando a bactéria multiplica-se e libera toxinas dentro do trato gastrointestinal do bebê, podendo causar desde problemas gastrintestinais reversíveis até morte súbita.

Botulismo alimentar

O botulismo alimentar é causado pela ingestão de alimentos contaminados com esporos da bactéria e sua principal ocorrência é por alimentos enlatados, conservas feitas em casa, todos conservados de maneira inadequada, produtos defumados de forma artesanal e mel.

Botulismo das feridas

Essa é uma das formas mais raras de transmissão da doença, que ocorre quando a bactéria entra no organismo por meio de lesões na pele, machucados e outras feridas, proliferando e produzindo suas toxinas.

Com isso, deve-se estar atento com todas as formas de transmissão da doença e tomar os devidos cuidados para evitar o contágio.

Diagnóstico de botulismo

O diagnóstico será feito por um profissional de saúde, ao relacionar todos os sintomas com as ocasiões que podem ter levado a contração da doença. Além disso, ele poderá realizar exames de sangue e de fezes para observar a presença das toxinas no organismo.

Tratamento

O tratamento imediato do botulismo reduz significantemente o risco de morte do paciente, sendo necessário o contínuo acompanhamento médico até liberação do corpo das toxinas.

Os procedimentos do tratamento são feitos com o objetivo de controlar os sintomas e evitar complicações, como paradas respiratórias e consequências fatais.

Dessa forma, em quase todos os casos é necessária a hospitalização do paciente. O tratamento em si é feito por meio de medicamentos antibotulínicos, que agem contra a toxina da bactéria Clostridium botulinum.

Além disso, podem ser prescrevidos antibióticos para ajudar o sistema imunológico do paciente. Com isso, se for feito o tratamento adequado e eficaz, o botulismo tem cura e não deixa sequelas.

Como prevenir a doença

O maior cuidado está na atenção com os alimentos que correm risco de estarem contaminados e estabelecer uma boa higiene na hora de lavá-los e na higiene das mãos.

Somado a isso, é importante observar as latas em conservas e caso elas estejam estufadas, danificadas, ou vidros embaçados, cheiros e aspectos alterados, deve-se evitar sua ingestão.

Já os alimentos caseiros, feitos e conserva, devem ser esterilizados, com fervimento adequado e cozimento antes de serem consumidos. Além disso, os alimentos devem ser conservados a temperaturas adequadas com menos de 15°C.

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