Conjuração Baiana

A Conjuração Baiana foi um movimento popular de emancipação que ocorreu na Bahia, no século XVIII.

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O que foi a Conjuração Baiana? A Conjuração Baiana também chamada de Revolta dos Alfaiates (membros importantes do movimento eram alfaiates), foi um movimento de caráter popular e emancipacionista, ocorrido no século XVIII, na Bahia. Foi um conflito que se iniciou por meio da insatisfação das elites locais com a Coroa Portuguesa.

Conjuração Baiana – Resumo

Em 1798, o estado da Bahia presenciou a Conjuração Baiana, que iniciou-se a partir de um grupo de letrados e oficiais que se reuniam numa sociedade secreta chamada Cavaleiros da Luz.

Empolgados com as obras, eles tinham a intenção de proclamar a independência da Bahia e incorporar o regime republicano.

Com o intuito de alcançar tais objetivos, decidiram propagar seus ideais a outros setores da sociedade baiana, tais como:

  • Homens livres pobres
  • Militares de baixo escalão
  • Modestos comerciantes
  • Pequenos artesãos

Esses setores da sociedade estavam descontentes por não participarem dos lucros produzidos pela colônia e por não vislumbrarem uma possível ascensão social, por isso resolveram participar do movimento.

Começaram a surgir agitações nas ruas de Salvador. Gradativamente o movimento foi passando da elite branca para as mãos da população mestiça.

A revolta tornou-se radical a partir do momento em que ela começou a ser liderada por Luiz Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas (soldados), Manuel Faustina dos Santos Lira e João de Deus (alfaiates) e Luís Pires (ourives).

Em nome do Supremo Tribunal da Democracia Baiana, em 1798, foram distribuídos panfletos em Salvador. Nestes panfletos encontrava-se o programa político da revolta:

  • Independência
  • Instauração de uma República na Bahia
  • Liberdade de comércio entre os países
  • Separação entre a Igreja e o Estado
  • Igualdade de direitos independente da raça

Os ideais defendidos pela Revolução Francesa (1789–1799) fez com que os baianos questionassem a escravidão. Por isso, alguns manifestos abordavam a libertação dos negros, assim como o fim da escravidão.

No dia 12 de agosto de 1798 a Conjuração Baiana estoura. Os integrantes estavam distribuindo panfletos sobre a revolta nas ruas até o momento em que a circulação dos mesmos começou a chamar a atenção das autoridades da capitania.

Os envolvidos do movimento foram reprimidos e presos. Ao serem interrogados, delataram os demais envolvidos.

Diversas pessoas foram denunciadas, entre elas: padres, militares e funcionários públicos. Pessoas importantes do movimento foram enforcadas, como Manuel Faustino dos Santos Lira, João de Deus e Luís Gonzaga das Virgens.

Com isso, a Conjuração Baiana não conseguiu superar a fase conspiratória, sendo suprimida antes que ocorresse de fato.

Causas da Conjuração Baiana

As principais causas da Conjuração Baiana consistiram em:

  • Ideais difundidos pela Revolução Francesa;
  • Repercussão do movimento chefiado por Toussaint Louverture, no Haiti, que desencadeou na independência do país;
  • Desejo de tornar a Bahia independente;
  • Anseio de adotar o regime republicano;
  • Livre comércio;
  • Fim do trabalho escravo;
  • Igualdade de direitos.

Líderes da Conjuração Baiana

Os principais líderes da Conjuração Baiana foram os alfaiates João de Deus e Faustino dos Santos Lira, e os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens.

Além dos já citados, estavam envolvidos:

  • Hermógenes Pantoja (militar)
  • José Gomes de Oliveira (militar)
  • José da Silva Lisboa (letrado)
  • Agostinho Gomes (padre)
  • Ladislau Figueiredo Melo (farmacêutico)
  • Cipriano Barata (médico)
  • Moniz Barreto (professor)
  • Inácio de Siqueira Bulcão (senhor de engenho)

Tais integrantes se reuniam em torno da loja maçônica Cavaleiros de Luz, na Bahia, para ler Voltaire, Rousseau e organizar o movimento.

Consequências da Conjuração Baiana

As principais consequências da Conjuração Baiana foram:

  • Repressão da rebelião;
  • Desarticulação do movimento;
  • Fuga de diversas pessoas envolvidas no movimento;
  • Prisão de alguns envolvidos;
  • Condenação à morte por enforcamento;
  • Esquartejamento dos corpos;
  • Exposição dos corpos esquartejados em diversos locais de Salvador.

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