Escolas públicas do Distrito Federal podem adotar novas regras de segurança até o final deste mês. O novo regimento escolar prevê medidas como revista de material de alunos. Também serão adotados termos de ajustamento de conduta e obrigatoriedade do uso de uniforme.
O respeito e decoro no trato com os professores também será rigoroso. O ressarcimento em caso de depredação de patrimônio também está incluso nas medidas. Além disso haverá reforço na presença de policiais dentro das escolas.
A proposta é da Secretaria de Educação e foi idealizada a partir de um questionário aplicado pela Polícia Militar. A pesquisa foi feita em escolas públicas em 2018. Também foram consultadas todas as escolas e a coordenações regionais de ensino neste ano.
Na última semana, venceu o prazo para que as escolas e comunidade se manifestassem quanto à minuta publicada na internet. Um grupo de trabalho analisa as sugestões e o Conselho de Educação do DF deverá expedir portaria alterando o regimento ainda este mês.
As medidas, entretanto, não são unanimidade entre a comunidade acadêmica.
Polêmica
Pesquisadora em educação, a socióloga Marina Carvalho Paz discorda com algumas ações. Ela acha que o novo regimento pode produzir poucas mudanças. “No máximo o que vamos fazer é punir o aluno e depois procurar uma nova escola para transferi-lo. Isso já acontece”.
Segundo ela, a decisão “foi pouco pensada”. “Faz mais sentido a escola construir um regulamento com a comunidade escolar, incluindo a previsão de punições cabíveis. Um termo pactuado entre diretores, professores, alunos e pais”, acredita.
Morador de Ceilândia e com três filhos matriculados na rede pública, Ribamar Ferreira Neto diz que “concorda plenamente” com as novas regras. “Quem não deve não teme. Se for para aumentar a segurança, estou de acordo”.
O irmão de Ribamar, Edmar Ferreira Neto, também concorda. “As coisas quando estão muito soltas tendem a render para o lado ruim”. Ele conta que, na escola do seu filho mais velho, já houve episódio de briga com faca, sem maior consequência. Com informações da Agência Brasil.
