Em uma tentativa ousada de encurtar partes dos mais de 21.000 quilômetros da Muralha da China, dois indivíduos foram detidos por perfurar várias seções da histórica fortaleza com uma escavadeira. O icônico monumento é um Patrimônio Mundial da UNESCO.
O canal estatal chinês CCTV reportou nesta terça-feira (5) que a dupla, originária da província de Shaxi, admitiu a responsabilidade pelos danos. As perfurações na muralha, segundo a rede, causaram “danos irreversíveis”.
A área afetada pertence a uma seção da Muralha que remonta à dinastia Ming, entre os séculos XIV e XVII, e situa-se aproximadamente a seis horas de Pequim.
A construção da muralha, que levou séculos para ser concluída, é um dos mais famosos monumentos da China e é um símbolo de sua antiga força e resistência.
Autoridades estão agora investigando a extensão total do dano e avaliando medidas de restauração para o local.
Muito mais do que Pedras e Tijolos
Chen Li, um renomado historiador chinês, comentou: “A Grande Muralha é mais do que apenas pedras e tijolos; é um testemunho da determinação de nossos antepassados e um símbolo da história chinesa. Causar danos a ela é como arranhar a alma da nação”.
Como já foi citado, as autoridades chinesas estão em processo de avaliação completa dos danos, enquanto especialistas são convocados para discutir possíveis medidas de restauração.
Enquanto isso, o incidente serve como um lembrete contundente sobre a necessidade de preservar e proteger os tesouros históricos mundiais.
Mais segurança ao local
Em resposta à repercussão e ao impacto global do incidente, o governo chinês prometeu intensificar os esforços de vigilância e segurança em torno de todos os seus patrimônios históricos, a fim de evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro.
Programas educacionais também serão implementados nas áreas próximas à muralha para conscientizar as comunidades locais sobre a importância e o valor desse monumental feito arquitetônico.
