Icterícia neonatal – O que é, causas, diagnóstico, tratamento e cuidados

A Icterícia Neonatal ou Icterícia do recém-nascido é um quadro que deixa o tom de pele da criança amarelado. Isso é originado através do aumento de uma pigmentação no sangue.

A icterícia neonatal ou icterícia do recém-nascido, é uma alteração no pigmento da pele do recém-nascido. Esse quadro é originado pelo aumento de bilirrubina no sangue (uma pigmentação amarela que é produzida pelo organismo).

De acordo com o grau de elevação, a Icterícia pode causar alguns problemas mais graves. Por isso, é muito importante que a mãe esteja atenta e procure um profissional para orientar na ocasião, já que o quadro deve ser controlado rapidamente.

Normalmente a icterícia atinge o recém-nascido a partir do terceiro dia de vida, mas, caso seja diagnosticada antes, pode estar relacionada a doenças no fígado. Porém, caso surja mais tarde (depois de uma semana de vida), fatores como amamentação ou alterações gastrointestinais não são descartados.

Causas da icterícia neonatal

A icterícia neonatal surge por conta das funções hepáticas das crianças, que ainda não estão maduras. A partir do momento em que as células vermelhas se rompem, realiza-se uma liberação da bilirrubina no sangue. Quando isso acontece, a substância vai direto para o fígado.

Normalmente, após essa etapa, a bilirrubina é descartada através da urina. Porém, como dito anteriormente, essas funções ainda não estão estabilizadas no organismo das crianças, o que faz com que a substância permaneça na corrente sanguínea e, assim, o recém-nascido adquire o tom de pele e da parte branca dos olhos amarelado.

Além disso, a icterícia neonatal também pode ser causada quando a criança e a mãe têm sangues incompatíveis. Com essa diferença, a tendência é que os glóbulos vermelhos sejam destruídos mais rápidos pelo organismo. Icterícia neonatal ou icterícia do recém-nascido

A dificuldade de amamentação também pode originar, já que o leite materno tem propriedades que auxiliam no processamento de bilirrubina. No caso, os principais afetados são os prematuros tardios (34 a 37 semanas), já que normalmente, apresentam mais dificuldades no processo de sucção.

Apesar de a icterícia neonatal se manifestar em cerca de 60% das crianças, não apresenta grandes riscos, desde que seja diagnosticado rapidamente. Se o diagnóstico não for breve e o sistema nervoso for atingido, o recém-nascido pode adquirir a encefalopatia (uma lesão ligada à paralisia cerebral).

Diagnóstico da icterícia neonatal

A icterícia neonatal pode ser diagnosticada de duas formas, sendo estas com o exame físico e com o bilirrubinômetro cutâneo. A primeira, consiste em o médico pressionar o dedo na testa da criança e assim que removê-lo, prestar atenção se a pele ficou branca ou amarela.

Após isso, é muito importante realizar uma coleta sanguínea e, a partir disso, analisar os níveis de bilirrubina que estão presentes no sangue. Dessa forma, é possível que o pediatra comece com os tratamentos necessários.

Já a segunda forma, o bilirrubinômetro cutâneo (um equipamento que já lê a bilirrubina sem necessidade de exame de sangue) é posicionado na testa do recém-nascido. Essa técnica não é tão eficaz quanto a primeira.

Tratamento da icterícia neonatal

Caso a icterícia neonatal não desapareça espontaneamente, a fototerapia é recomendada. Através do banho de luz com lâmpadas específicas, o pigmento é atingido e diluído e, então, eliminado. Além disso, outros cuidados serão importantes, como a amamentação dentro da rotina e banhos se sol depois do momento mais crítico.Tratamento Icterícia Neonatal

A doença costuma permanecer entre sete e dez dias e mesmo que regrida espontaneamente, é necessário que a criança passe o período no hospital, já que existe a possibilidade de a icterícia neonatal se prolongar.

Outros cuidados

Mesmo depois de o recém-nascido ser liberado do hospital, os pais devem tomar os seguintes cuidados:

  • Prestar atenção na colocação da criança;
  • Consultas periódicas ao pediatra;
  • Rotina de amamentação;
  • Expor o bebê ao sol por cinco minutos, de preferência pela manhã ou ao fim da tarde;
  • Procurar o pediatra sempre que houver dúvidas.

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