A História do Império Árabe – resumo e principais características

Saiba como se deu a construção do Império Árabe, o papel de Maomé e dos califas, a expansão da cultura árabe e o declínio.

Muito se fala sobre a cultura árabe, islamismo, a figura de Maomé e a influência islâmica sobre diversos países do Oriente Médio e Ocidente. Porém, para compreender de forma satisfatória todos esses elementos, é preciso retroceder mais de treze séculos, a partir da formação do Império Árabe.

Origem

Até o início do século VII, a Arábia não tinha uma configuração unificada. Sua composição se dava por diversos grupos étnicos de origem semita, entre eles, os beduínos, cuja principal característica era o nomadismo. Esses povos compartilhavam a mesma língua, no entanto, possuíam crenças e costumes diferentes.

Os já mencionados beduínos e os coraixitas estão entre as principais das 300 tribos semitas que povoavam a Arábia. Antes da unificação, praticavam uma religião politeísta, agricultura e comércio, atividades proporcionadas pelo nomadismo desses povos. Mas, foi com Maomé que os árabes constituíram uma coesão política baseada na Monarquia Teocrática.

A formação do Império Árabe – Resumo

O Império Islâmico foi constituído a partir da unificação das tribos árabes. A união das diversas cidades-estado foi a grande impulsionadora da expansão da doutrina islâmica, no intuito de propagar os ensinamentos do profeta Maomé. Graças às peregrinações empreendidas pelo comércio, ele teve contato com diversas tribos e culturas.

Em 610, Maomé tornou-se a pedra angular do Império Árabe ao criar o Islamismo, religião que uniu a maior parte dos povos daquela península. Doze anos depois, Maomé saiu de Meca para Medina, no episódio que ficou conhecido como Hégira. Com isso, criou uma nova forma de governo, a umma, iniciando o processo de expansão e conversão de tribos.

Nesse período, a figura dos califas foi fundamental na liderança e organização das cidades-estado. Como chefes militares, políticos e religiosos, esses líderes comandaram os árabes, os novos seguidores do Alcorão, rumo à conquista de novos territórios. A expansão do Império Árabe se dava sob a égide da propagação do Islamismo.

Na crença de que todos os povos deveriam se converter à religião de Maomé, os árabes empreenderam um bem sucedido processo de expansão. Primeiro, chegaram às regiões do Iêmen, Síria, Pérsia, Egito, Omã e Palestina. Depois, já em 711, passaram a exercer influência sobre partes da Espanha e Portugal, na Península Ibérica.

Mapa do Império Árabe
Mapa do Império Árabe

Em meio às conquistas, combateram os Impérios Bizantino e Persa. Com a morte do Maomé, já em 632, os árabes chegaram ao ápice de sua expansão em 750, quando já haviam conquistado larga extensão territorial. Durante todo esse processo, é importante destacar a figura de do califa Abu Bakr, um dos sogros de Maomé.

Mesmo após a morte do genro, Abu Bakr governou o Império Islâmico sob forte caráter expansionista. Para isso, declarou a chamada Guerra Santa, no intuito de converter os não maometanos e, assim, fomentar a expansão árabe. Seu sucessor, Umar Ibn Al-Kattab, foi o responsável pela expansão até a Pérsia.

O terceiro na linha de sucessão foi Uthman Ibn Affan. Em seu governo, foi redigido o Alcorão, o livro sagrado do Islamismo. O texto aumentou a capacidade de dominação da religião, levando-a até o norte da África. Porém, como veremos adiante, as grandes proporções territoriais adquiridas complicaram a administração do Império.

Vários territórios conquistados depois, divergências ideológicas levaram à cisão do Império Árabe, resultado do assassinato do califa Uthman Ibn Affan por Ali Ibn Abi Talib, genro de Maomé. Nasceram os xiitas (crentes de que apenas os familiares do profeta deveriam governar) e os sunitas (que não viam o califa como líder espiritual).

O declínio do Império Islâmico

Antes do assassinato de Uthman Ibn Affan, o Império Árabe já padecia com a corrupção e problemas de administração entre as elites árabes. Mesmo diante do surgimento de novos califas, as guerras civis foram constantes entre xiitas e sunitas. Assim, a configuração do império não era mais a mesma, nem o seu próprio fortalecimento.

O Império Islâmico entrou em declínio a partir de 732, quando os árabes foram vencidos pelos francos, barrando seu processo de expansão pela Europa. Parte da força e poder angariados até então foi se dissolvendo, na medida em que novas dinastias foram surgindo, como resultado do desmembramento do Império.

Processo de expansão da cultura árabe

As principais características da cultura árabe eram as construções suntuosas, como palácios e mesquitas. Nessas construções, destacaram-se os arabescos, combinações de formas geométricas usadas para decoração e ilustração. Porém, também é importante mencionar a contribuição na literatura.

Obras como as histórias das Mil e Uma Noites, As Minas do Rei Salomão, Ali Babá e os 40 ladrões, são amplamente lidas em países do Oriente e Ocidente, propagando a cultura e como era a vida na era dos sultões.

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