Mais de 27 mil crianças foram vítimas de crimes em 2022, diz ONU


De acordo com um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), houve mais de 27 mil crimes contra crianças no ano passado.

Os números foram apresentados pela representante do secretário-geral do órgão para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, em Conselho de Segurança que aconteceu na última quarta-feira, 5 de julho.

Houve aumento no número de menores vitimados ao redor do mundo, em comparação com o ano anterior. Segundo os dados da própria ONU, em 2019 registrou-se 19 mil vítimas. Ou seja, de lá para cá, foi um aumento de aproximadamente 42%.

O fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) analisou os dados e apontou que a maior parte dos crimes contra crianças aconteceu em regiões onde há conflitos armados.

Muitos deles duram anos, vitimando menores que, na maioria das vezes, têm a vida ceifada antes mesmo de chegar à puberdade.

Crimes contra crianças vão de mutilação a rapto e recrutamento forçado

Ainda segundo a ONU, das 27 mil crianças vitimadas cerca de 9 mil morreram ou foram mutiladas. Além disso, 8 mil foram recrutadas e usadas como soldados e aproximadamente 4 mil menores de idade foram raptados.

Ademais, o levantamento concluiu que houve aumento nos números de abusos sexuais. A Organização das Nações Unidas notificou mais de mil casos de violação. E quase todas as vítimas, neste crime em específico, são do sexo feminino.

Escolas e ajuda humanitária

O relatório da ONU também mostra que mais de 1,1 mil escolas sofreram ataques em 2022. Além disso, 650 hospitais também tiveram algum tipo de atentado.

Os números cresceram 112% em relação ao ano anterior. Gamba apontou que metade desses ataques foram feitos por forças do governos. Segundo ela, estes dois tipos de locais estão sendo usados para fins militares.

Por outro lado, trabalhadores humanitários estão com ainda mais dificuldades de entrar nestes locais para prestar ajuda às crianças. Segundo a ONU, mais de 3,9 mil pessoas tiveram seus pedidos de acesso humanitário negados.

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Escrito por

Murillo Soares

Graduado Comunicação Social pela Universidade Federal de Goiás. Apaixonado por mídias digitais, cultura pop, tecnologia, política e psicanálise.

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