Meningite – O que é, tipos, causas, sintomas, tratamento e vacina

Existem diferentes tipos de meningite, sendo cada um com causas diferentes, bem como seu tratamento.

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Meningite é uma doença relacionada diretamente com inflamação das meninges, importantes por dar proteção ao cérebro e ajudar a nutrir também esse importante órgão humano.

Esta doença pode ser causada por vários agentes externos, entre eles bactérias, vírus fungos. De acordo com o médico o João Felipe Zattar Aurichio, a meningite bacteriana é a com maior incidência no Brasil e no mundo todo e o tipo que mais mata.

Por isso, é muito importante estar informado sobre as causas, sintomas, fatores de risco e principalmente sua principal forma de prevenção: a vacina.

O que é meningite?

Meningite é a inflamação das meninges. Estas, são as membranas que envolvem o cérebro. As meninges são responsáveis por revestir e proteger o sistema nervoso central, medula espinhal, tronco encefálico e o encéfalo.

Tipos e causas

Para cada tipo de meningite, sua causa varia. A maioria é causada por vírus ou bactérias. Por vezes, também pode ser provocada por fungos. Além disso, alergias a determinados medicamentos, alguns tipos de câncer e também inflamações são fatores que podem ocasionar a doença.

Os principais tipos de meningite, são:

Meningite viral: Causada por vários tipos de vírus, trata-se da forma mais comum e também menos perigosa forma da doença. Por vezes esta nem exige tratamento.
Sua forma de transmissão se dá via alimentos, água e objetos contaminados e são mais comuns entre o fim do verão e o começo do outono.

Meningite bacteriana: É a mais grave de todas. Nessa ocasião, a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. Três bactérias podem ocasionar a meningite bacteriana. São elas: Neisseria meningitidis, Hemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae. Todas encontram-se normalmente no meio ambiente e podem inclusive viver no nariz ou no aparelho respiratório de uma pessoa sem provocar qualquer dano.

Meningite fúngica: Apesar de ser menos frequente, esta pode levar ao quadro crônico da doença. Seus sintomas podem ser bastantes similares ao da meningite bacteriana. Geralmente os fungos são adquiridos por meio da inalação dos esporos (pequenos pedaços de fungos) que entram nos pulmões e podem chegar até as meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal).

Sintomas de meningite

Quando manifestados, os sintomas da meningite são facilmente confundidos com os sinais típicos da gripe. Geralmente, aparecem de algumas horas até dois dias após a infecção.

Os sintomas mais comuns da meningite são:

  • Febre alta repentina;
  • Forte dor de cabeça;
  • Pescoço rígido;
  • Vômitos;
  • Náusea;
  • Confusão mental e dificuldade de concentração;
  • Convulsões;
  • Sonolência;
  • Fotossensibilidade;
  • Falta de apetite;
  • Rachaduras e presença de manchas vermelhas na pele.

Fatores de risco

Idade: é comum que meningite viral afete crianças de até cinco anos. Já forma bacteriana da doença geralmente atinge adultos na casa dos 20. A bactéria Listeria monocytogenes, por exemplo, costuma vitimizar muitos idosos. Por isso, se diz que o grupo de risco, quando é classificado pela idade, varia de acordo com a causa da doença.

Viver em grandes centros urbanos e frequentar ambientes fechados e cheios de pessoas também podem aumentar os riscos de contrair meningite. Se uma pessoa vive em alguma base militar, orfanato ou albergue, as chances de ela apresentar a doença são maiores também.

Gravidez: mulheres grávidas têm maiores chances de contrair listeriose e também a meningite bacteriana causada por Listeria monocytogenes.

Sistema imunológico comprometido: logicamente, pessoas com baixa imunidade correm maiores riscos de apresentar meningite também, a exemplo de portadores de Aids ou diabetes e usuários de drogas injetáveis.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio do exame do líquor (líquido retirado da espinha), coletado por médico numa punção.

Tratamento de meningite

O tratamento de meningite depende exclusivamente da causa.

Para meningite viral, como dito anteriormente, o tratamento se torna dispensável, já que doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas. Os médicos costumam indicar atividades como repouso, ingestão de muita água e o uso de medicamentos para aliviar as dores. Em casos específicos, pode ser necessário também um antiviral.

Em casos de meningite bacteriana, o tratamento deve ser imediato por meio de antibióticos intravenosos, a depender da bactéria causadora da doença, medicamentos de cortisona, com o fim de redução do risco de futuras complicações.

Quando não se tem um diagnóstico muito preciso, os médicos costumam ministrar medicamentos antivirais e antibióticos para o paciente, uma vez que a meningite é geralmente causada por vírus e bactérias são os tipos mais frequentes da doença.

Já para meningite fúngica, o tratamento é feito via fungicidas, que costumam apresentar diversos efeitos colaterais. Desse modo, eles só serão receitados ao paciente quando a causa por comprovadamente infecção por fungos.

Para tratar meningite crônica, o tratamento indicado é o mesmo do de meningite fúngica, já que esta é a única forma de meningite que pode levar ao quadro crônico da doença.

Vacina para meningite

A principal forma de evitar o contágio da doença é a vacinação.

O SUS, Sistema Único de Saúde, oferece quatro tipos de vacina para meningites bacterianas. São elas:

  • BCG: que protege contra a meningite tuberculosa;
  • Pentavalente: protege contra as infecções invasivas, entre elas a meningite causada pelo Haemophilus influenzae sorotipo b;
  • Meningocócica C: protege contra a doença meningocócica causada pela Neisseria meningitidis sorogrupo C;
  • Pneumocócica 10: protege contra as infecções invasivas, entre elas a meningite causada por dez sorotipos do Streptococcus pneumoniae.

Quando tomar a vacina de meningite?

  • BCG (contra a meningite tuberculosa): Uma dose ao nascer;
  • Pentavalente (contra meningite causada pela bactéria Haemophilus influenzae B): Doses aos dois, quatro e seis meses de vida;
  • Meningocócica C (contra meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis sorogrupo C): doses aos três e cinco meses, reforço com um ano. Adolescentes de 11 a 14 anos devem receber dose única como reforço;
  • Pneumocócica 10 (contra meningite causada por dez sorotipos do Streptococcus pneumoniae): doses aos dois e quatro meses e reforço com um ano.

Prevenção

  • Lavar sempre as mãos. Elas são a principal porta de entrada para muitas doenças;
  • Não compartilhar itens de uso pessoal com outras pessoas, como copos ou escovas de dente;
  • Permanecer sempre saudável, com sistema imunológico funcionando corretamente;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca.

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