Alguns candidatos às eleições deste ano foram notificados pelo Ministério Público Eleitoral por utilizarem nomes reportados como ‘ridículos ou irreverentes’ demais para estarem participando de uma disputa a nível eleitoral.
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Por exemplo, o caso do candidato “Thor, o Pagodeiro do Amor”, como tem sido divulgado pela CNN Brasil. Esse apelido pertence a Wanderley da Silva Ferreira, que concorre ao cargo de deputado estadual pelo partido União Brasil do Espírito Santo.
Segundo ele, o nome Pagodeiro do Amor surgiu no período em que ele estava preso. O agora candidato acabou sendo condenado a 25 anos de prisão em regime fechado no ano de 1993, por ser acusado de homicídio, e saiu no ano de 2017.
“Eu sou músico e também compositor, sempre fui conhecido como Thor do Império ou Thor o Trovão da Avenida, mas no momento que fui preso eu acabei mudando o meu apelido para ‘Thor, o Pagodeiro do Amor’. No meu período na cadeia eu comecei a cantar pagode romântico, então mudei meu nome. Esse é meu nome artístico”, afirmou ele em entrevista.
A notificação enviada pelo Ministério Público Eleitoral foi assinada pelo procurador eleitoral Julio de Castilho, que menciona que esse uso de nomes estranhos acaba infringindo a resolução 23.609 do Tribunal Superior Eleitoral, que diz:
“O nome que deve constar na urna eletrônica precisa ter no máximo trinta caracteres, incluindo-se o espaço entre os nomes, podendo ser prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual a candidata ou o candidato é mais conhecido(a), desde que não seja estabelecido dúvidas quando a identidade do candidato(a), não atente contra o pudor e também não seja ridículo ou irreverente”.
Após ser notificado, o candidato já acatou o que foi solicitado e escolheu utilizar somente o Thor. “Não tenho me sentido prejudicado por conta disso, o Thor vai continuar, agora, tem outros nomes ‘irreverentes’ que foram aprovados”, finalizou o candidato.
Conseguimos encontrar outros nomes bem peculiares de candidatos nas eleições deste ano, como Kaceteiro, Binho Galinha e Boca de Motor. Podemos dizer que os nomes que são julgados como se fossem irreverentes pela Justiça Eleitoral normalmente são adotados da mesma forma que jingles e slogans cômicos que tem como objetivo fisgar a atenção dos eleitores durante as campanhas.
“Não recebi nenhuma forma de notificação por conta do meu nome de campanha, e espero também não receber. É como o povo de Sergipe me conhece. Acredito que o nome é minha identidade, visto que eu sou bastante conhecido por aqui”, disse Daniel Batista Filho, candidato a deputado estadual do PSD-SE, conhecido também como Danielzinho Kaceteiro.
