Panspermia Cósmica – Teoria da panspermia cósmica, evidências e dúvidas

A teoria da Panspermia Cósmica, diferente da evolução química, defende que a origem da vida se deu por substâncias chegadas ao planeta e não formadas nele.

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Múltiplas teorias norteiam a origem da vida, sendo a da evolução química uma das mais populares e aceitas. Nela, acredita-se que a vida surgiu nos oceanos da Terra primitiva.

Contudo, outras pesquisas apontam que as substâncias contribuintes para a formação do planeta podem ter chegado ao planeta e, consequentemente, não terem sido formadas aqui, como é o caso da Panspermia Cósmica.

Origem do termo panspermia

O vocábulo grego panspermia (pan= tudo, spermia = semente) pode ser traduzido, de forma literal, como sementes em todos os lugares.

A menção pioneira do nome foi executada pelo filósofo grego Anaxágoras (500 a.C – 428 a.C). Na sua perspectiva, o universo seria composto por sementes que, ao alcançarem a Terra, originaram as diferentes formas de vida.

Após isso, o termo retornou apenas em 1743, ao Benôitt de Maillet (1656–1738) supor que a vida na Terra se originou da queda de germes do espaço no oceano.

Em seguida, múltiplos cientistas passaram a argumentar em favor da hipótese da panspermia, alguns deles são Jöns Jacob Berzelius, William Thomson, Svante Arrhenius e Hermann Ritcher.

Teoria da Panspermia Cósmica

Segundo a teoria da Panspermia Cósmica, há partículas de vida originadas por meio da queda de cometas e meteoros na Terra. Essas partículas são como esporos, esperando para germinar.

A teoria foi posta novamente para discussão, em meados de 1879, nas pesquisas de Hermann von Helmholtz e William Thomson. Para eles, os meteoros tinham como função servir como meio de transporte para as diferentes vidas localizadas no espaço.

Svante Arrhenius foi mais um colaborador da teoria. Segundo ele, os esporos conseguiriam transportar-se no espaço por meio da pressão da radiação emitida pelas estrelas.

Ao estudar as galáxias, Fred Hoyle identificou a possibilidade das bactérias viajarem pelo universo. Ele identificou que na poeira espacial existia compostos de carbono e água, emitindo espectro de luz, o mesmo que as bactérias espelhavam.

Entretanto, ao expor sua teoria, em 1979, os pesquisadores ainda ficaram céticos a teoria.

Evidências da Teoria da Panspermia Cósmica

Ainda que grande parte dos elementos imprescindíveis para o ponto de partida de existência da vida estejam presentes na Terra, quase nada se sabe de como se articulam os blocos de construção da vida.

Visando dar continuidade nos estudos da área, os pesquisadores empregaram um simulador do impacto de um meteorito de ferro e carbono na mistura de água e amoníaco, objetivando simular a química dos oceanos primitivos.

O meteorito que colidiu a uma velocidade de 2 km/s, acarretou na pressão e temperatura superior a 2.760 graus Celsius. Desse modo, após o impacto, foi possível visualizar a mistura de moléculas orgânicas, sendo incluso aminoácido simples e ácidos graxos.

Diante disso, os cientistas chegaram a conclusão de que os impactos dos meteoritos podem ter colaborado para a constituição de moléculas orgânicas complexas, as bases vitais.

Dúvidas

Todavia, a teoria apresenta algumas dúvidas. Entre elas estão: De qual modo esses micro-organismos viajaram pelo espaço, ainda mais sobrevivendo a todas adversidades? Além do mais, como eles teriam se constituído nos outros locais?

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