Périplo africano

O Périplo africano foi caracterizado por diversas viagens marítimas feitas pelos portugueses, no século XV, ao longa da costa da África. O objetivo era chegar às Índias sem passar pelo Mar Mediterrâneo.

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O Périplo africano é o nome adotado para se referir às diversas viagens feitas pelos navios portugueses no decorrer do século XV, período caracterizado pelas grandes navegações. O objetivo era chegar ao Oriente pela costa da África.

No continente africano construíram feitorias fortificadas que possuíam, além de fins comerciais, a missão de proteger o território.

O que foi o Périplo africano?

Portugal foi o primeiro país europeu a tomar frente das grandes navegações. Foram vários os fatores que contribuíram para que isso ocorresse, por exemplo:

  • Posição geográfica;
  • Monarquia centralizada;
  • Experiência em navegações;
  • Conhecimentos náuticos;
  • Investimentos financeiros.

O Périplo africano foi a ação de Portugal em contornar a costa ocidental da África.

Muitas das técnicas utilizadas nessas navegações foram adquiridas pela Escola de Sagres, fundada pelo infante Dom Henrique, ainda no século XV. O objetivo da escola era estimular as navegações portuguesas, assim como criar técnicas para o sucesso das mesmas.

Alguns dos navegadores portugueses responsáveis pelas navegações no Périplo africano, foram Vasco da Gama (1469-1524), Bartolomeu Dias (1450-1500) Diogo Cão (1440-1486), Pero da Covilhã (1450-1530) e Gil Eanes (séc. XV).

Nas rotas percorridas pelos navegadores foram alcançados diversos territórios africanos, como Ceuta (1415), Ilha da Madeira (1419), Açores (1431), Cabo Bojador (1434), Cabo Verde (1445), Congo (1482) e o Cabo das Tormentas (1487).

Os portugueses instalavam feitorias fortificadas nesses territórios. Elas foram utilizadas como lugares de negociação dos produtos da região com a população local, além de ficarem encarregadas pela proteção dos territórios.

O intuito dos portugueses, no século XV, era somente tomar posse da terra e comercializar os produtos. Até então, não vislumbravam uma possível colonização ou captura de mão de obra escrava.

Cabo do Bojador

Em 1434, navegadores comandados por Gil Eanes, navegaram até o Cabo Bojador, conhecido como Cabo do Medo, pois possuía recifes pontiagudos que se tornavam obstáculos para a passagem dos navios.

Nessa expedição comandada por Gil Eanes os navios se afastaram da costa africana, rumo ao Cabo Bojador. Foi uma expedição de sucesso, visto que conseguiram regressar.

O complicado limite estabelecido pelo Cabo Bojador havia sido ultrapassado pelos navegadores portugueses.

O Périplo africano e o monopólio da coroa

Mesmo com a morte do infante Dom Henrique, em 1460, as viagens continuaram a receber o apoio da Coroa.

O rei português Dom João II, coroado em 1481, determinou que somente a coroa portuguesa estava autorizada a explorar os territórios das colônias, pois em 1462, havia sido descoberto ouro na Guiné.

A partir dessa determinação de Dom João II, as ações portuguesas no continente africano passaram de uma simples exploração, para uma prática organizada, supervisionada e comandada pela coroa portuguesa.

Cabo das Tormentas ou Boa Esperança?

O contorno do Cabo das Tormentas, mais tarde chamado de Cabo da Boa Esperança , no sul africano, foi um dos principais feitos do Périplo africano. Concretizado por Bartolomeu Dias, um experiente navegador.

Ao contornar o litoral oeste africano, os portugueses exploraram regiões e fixaram feitorias. Foi nesse momento que eles conseguiram atingir o seu objetivo de chegar ao Oriente sem precisar passar pelo Mar Mediterrâneo.

Vasco do Gama com sua frota, em 1497, parte de Portugal e consegue atravessar o Cabo das Tormentas, chega às Índias e se instala em Calicute. Ele fez tratados comerciais com os chefes locais e negociou produtos. Esse intento resultou em altos lucros para a coroa portuguesa. Foi a consolidação do Périplo africano.

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