Pré-história

A pré-história é uma fase histórica que abrange milhões de anos. Acompanha o surgimento do primeiro hominídeo até o desenvolvimento da escrita.

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A pré-história compreende o período que vai do aparecimento do homem ao desenvolvimento da escrita. Essa é uma fase da história que envolve milhões de anos.

Tal denominação foi adotada no século XIX, época em que se acreditava que só era possível escrever a história de determinada sociedade se a escrita fosse presente em seu cotidiano.

Com isso, durante um certo tempo, a ideia que circulava entre os historiadores era a de que a única fonte histórica confiável era o registro escrito. Dessa maneira, a escrita determinou a divisão entre as sociedades históricas (que escreviam) e as pré-históricas (que não escreviam).

De acordo com esse pensamento, pré-história é aquilo que veio antes da História, ou seja, antes da escrita. Por isso, de acordo com pesquisadores, esse período histórico terminou com a invenção da escrita que ocorreu entre 3.500 a.C. e 3.000 a.C.

A pré-história é uma área do conhecimento que envolve várias disciplinas como a arqueologia, geologia, biologia e paleontologia. Todas essas áreas desenvolvem suas pesquisas em torno de vestígios que sobreviveram com o passar do tempo: pinturas rupestres, fósseis, utensílios, entre outros materiais.

Divisão da pré-história

A divisão da pré-história se concentra em duas grandes fases: A Idade da Pedra e a Idade dos Metais. A Idade da Pedra também é dividida em dois períodos que correspondem aos:

  • Período Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada: Vigorou do surgimento dos primeiros hominídios até cerca de 10.000 a.C.
  • Período Neolítico ou Idade da Pedra Polida: Vigorou por volta de 10.000 a.C. a 5.000 a.C.

Já a Idade dos Metais corresponde ao período posterior ao Neolítico, cerca de 5.000 a.C. até o surgimento da escrita que ocorreu por volta de 3.500 a.C.

Período paleolítico

O Paleolítico corresponde ao período mais extenso da história humanidade. Seu surgimento se deu por volta de 2,5 milhões de anos até cerca de 10.000 a.C.

Nessa época os homens levavam um modo de vida nômade, pois percorriam longas distâncias em busca de alimentos. Eles eram essencialmente caçadores e coletores. Sua subsistência se baseava na pesca, caça de animais e coleta de frutas, raízes e vegetais.

Desse modo, o homem era parte integrante da natureza pois não a modificava em prol da sua subsistência. Habitavam em cavernas e utilizavam instrumentos de ossos, madeiras, lascas de pedra e marfim. Além de fabricarem instrumentos pontiagudos para a caça.

Foi nesse período que o homem de Neandertal começou a ter controle do fogo. Deduz-se que os primeiros humanos a controlarem o fogo foram os habitantes do continente africano, há cerca de 500 mil anos. Além disso, eles desenvolveram instrumentos superiores como o arco, a flecha e anzóis.

O fogo possuía extrema importância para o modo de vida desses humanos pois ele era utilizado para cozinhar alimentos, iluminar, aquecer-se do frio, defender-se de animais, entre outras funções.

Acredita-se que já nesse período os habitantes utilizavam uma linguagem socialmente articulada e vivenciaram um progresso cultural que desencadeou na arte rupestre (pinturas feitas na pedra).

No final do Paleolítico, o planeta passou por profundas transformações climáticas e geológicas que duraram milhares de anos e modificaram a fauna e a flora terrestres, alterando a relação do homem com a natureza.

Foi a partir de então que iniciou-se o período chamando de Neolítico.

Período neolítico

O período Neolítico foi marcado por mudanças climáticas que alteraram tanto a vegetação quanto a vida animal da Terra.

As transformações no ambiente possibilitaram conquistas técnicas que permitiram que o homem modificasse a natureza, não mais vivendo somente à base da caça e da coleta.

Enfrentou-se dificuldade para caçar, o que propiciou que as tribos antes nômades passassem a se instalar nas margens dos rios. A fixação nos territórios permitiu o desenvolvimento da agricultura por meio da plantação de aveia, trigo e cevada. Começaram a domesticar alguns animais e a criar gado.

Foi o início das profundas transformações nas relações humanas produzidas por uma revolução na produção agrícola, conhecida como Revolução Neolítica.

A agricultura e a domesticação de animais provocaram a sedentarização do homem, o que contribuiu para o aumento populacional. Surgiram então as primeiras comunidades, com o intuito de proteção e de facilitar a produção.

Os objetos também sofreram modificações, pois agora possuíam um melhor acabamento com a utilização das pedras polidas. Além disso, desenvolveram itens de cerâmica com o intuito de guardar os excedentes da produção agrícola.

Substituíram as vestimentas confeccionadas com peles de animais por tecidos de linho e de lã. Para isso, desenvolveram técnicas de fiação e tecelagem. A organização social era formada por costumes, laços de sangue e idiomas.

O fim do período Neolítico se caracterizou pela criação de sociedades organizadas em Estados, divididas em variadas camadas sociais.

Idade dos Metais

A Idade dos Metais vivenciou um período marcado pelo desenvolvimento de técnicas de fundição dos metais, inserindo o uso dos instrumentos fabricados por ele.

O primeiro metal utilizado foi o cobre e depois o estanho. A fusão desses dois metais criou o bronze, metal resistes responsável pela fabricação das espadas e lanças. Já a metalurgia do ferro teve início por volta de 1.500 a.C., no continente asiático. O ferro foi um minério que se propagou lentamente.

Mas, ao mesmo tempo, ele foi o responsável pela fabricação de armamentos o que contribuiu para o poderio dos povos que o utilizaram para essa finalidade.

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