Dez dicas de redação para o Enem

Conhecer as especificidades da prova de redação do Enem é o primeiro passo para quem quer atingir uma boa nota na prova.

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E aí, preparados para o Enem? Se a sua resposta for sim, parabéns, mas caso você esteja em falta com a rotina de estudos, é melhor ficar atento e começar agora mesmo a recuperar o tempo perdido! O Exame Nacional do Ensino Médio é a principal porta de entrada para as principais universidades brasileiras, portanto, é indispensável que você conheça todas as características dessa que é a prova mais esperada (e temida!) pelos estudantes. Mas, não precisa ter medo não, para tirar o Enem de letra basta se preparar, se dedicar e ler bastante!

Cultivar o hábito da leitura é imprescindível para quem deseja ser um bom autor. Não basta conhecer todas as regras da gramática da língua portuguesa, bem como todos os elementos que envolvem a textualidade: é preciso que você tenha repertório cultural, isto é, é preciso que você tenha uma ampla bagagem de leitura que lhe permita dispor de boas ideias e argumentos irrefutáveis. Quem lê mais conhece na prática o funcionamento da língua portuguesa, entende seus mecanismos e dispensa decorebas, uma vez que aprende a utilizar as regras gramaticais. Além disso, a leitura nos abre um leque de possibilidades e nos transforma em leitores críticos e pensantes.

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Para ajudar você em sua rotina de estudos, o Escola Educação preparou dez dicas para a redação do Enem que vão facilitar a sua vida de estudante. São dicas simples e eficientes, feitas especialmente para você que quer arrasar na redação e, quem sabe, alcançar a tão sonhada nota 1000. Lembrando que uma boa pontuação na prova de redação pode garantir a sua vaga na universidade, ainda que você não tenha conseguido atingir um bom desempenho nas demais provas. Aproveite nossas dicas! Boa leitura e bons estudos!

Dez dicas para a redação no Enem

  1. Evite o uso de abreviaturas

Acredite, o uso abusivo de abreviaturas pode causar sérios prejuízos para o seu texto! Muito utilizadas na informática, elas deve ser evitadas nos textos que exijam adequação à norma padrão da língua portuguesa. Em ambientes virtuais elas são bem-vindas, uma vez que a comunicação na internet é marcada pelo dinamismo: muitas vezes trocamos a escrita “por extenso” por abreviações equivalentes e até mesmo por símbolos, não é mesmo? Na redação do Enem as abreviaturas devem passar bem longe, uma vez que dificultam a compreensão do texto, além de contrariarem as regras gramaticais de uma boa escrita;

  1. Prefira a clareza e a objetividade, evite o rebuscamento linguístico

Resgatar aquela palavra antiga que você encontrou em um dicionário do início do século passado e jogá-la em suas produções textuais definitivamente não é uma boa escolha. Muitas pessoas, para mostrar que são cultas e que têm um vocabulário extenso e erudito, optam por arcaísmos e outras palavras de difícil compreensão, sobretudo para o leitor médio.

Esse tipo de comportamento prejudica a construção de sentidos do texto, além de denunciar uma imensa vaidade de quem escreve. Prefira a clareza e a objetividade das palavras cujos significados sejam acessíveis. Tentar usar termos obscuros ou obsoletos não vai fazer com que você ganhe pontos na hora da correção de seu texto;

  1. Não esqueça de que as palavras devem ser escritas com letras maiúsculas no início das frases

Essa parece uma regra básica e até mesmo boba, mas acredite, muitas pessoas cometem esse que pode ser considerado como um erro primário. Ensinada lá no início do ensino fundamental, é uma regra que deve ser respeitada, portanto, não vale esquecer o que você aprendeu há tanto tempo. Não se esqueça também de que o mesmo vale para o título da redação, certo?;

  1. Evite chavões e lugares-comuns

Expressões do tipo, “por último, mas não menos importante”, “fechar com chave de ouro”, “a pergunta que não quer calar”, etc, devem ser abolidos de sua redação. Eles revelam certa “preguiça linguística”, além de serem considerados vícios de linguagem. Para ser original, não é preciso apresentar ideias mirabolantes, definitivamente não é isso que propomos. Para ser original, é preciso, antes de qualquer coisa, evitar o senso comum.

O senso comum é formado por ideias rasas, desprovidas de maior problematização e análise. Quando não buscamos outras vozes, outras opiniões, outras leituras, estamos fadados a sermos meros reprodutores de argumentos: o que você ouve no telejornal se transforma em verdade absoluta, disseminada incansavelmente por quem não se preocupa em conferir outras fontes para assim, forjar sua própria opinião;

  1. Evite o emprego de gírias, prefira a modalidade padrão da língua

Você gosta de usar gírias? Tudo bem, não há problema nenhum nisso. O problema acontece quando não respeitamos o critério da adequação linguística, isto é, quando não respeitamos o contexto comunicacional no qual estamos inseridos. Se você vai a uma entrevista de emprego, o ideal é que, a ser entrevistado, você prefira a norma padrão da língua portuguesa. Se você está entre amigos, em uma situação descontraída, não há nada que impeça você de utilizar outro registro, no caso a linguagem coloquial.

Somos falantes habilidosos e costumamos saber como e onde utilizar os variados registros da língua, portanto, na redação do Enem, você deve repeitar a norma culta, caso contrário sua redação poderá ser desclassificada. Conhecer as variedades linguísticas representadas pelos diferentes dialetos e registros é uma das competências previstas na matriz de referência do Enem. As gírias costumam ser regionais, portanto o corretor não vai perder nem um minuto de seu tempo tentando entender o que você quis dizer com determinada expressão;

  1. Proibido utilizar palavras de baixo calão

Não vamos nem estender a discussão, afinal de contas, esse tipo de comportamento linguístico não é aceitável em nenhum dos registros da língua portuguesa, concorda? Parece óbvio, mas acredite: muitos candidatos utilizam esse recurso e, nem precisamos dizer para você que eles são exemplarmente punidos, não é mesmo? Por mais expressiva que essas palavras possam parecer, deixe para usá-las em situações específicas, caso você não consiga de maneira alguma evitá-las, claro;

  1. Não generalize

Generalizações denunciam falta de conhecimento e incapacidade de refletir sobre determinado assunto. Sabe por quê? Porque ao generalizarmos, colocamos todas as coisas em um mesmo balaio, sem refletirmos a pertinência desse tipo de comportamento. É mais ou menos como dizer que todos os alemães são nazistas, ou como dizer que todos os árabes são terroristas, ou afirmar que todo brasileiro gosta de samba e carnaval e daí por diante. Esse tipo de afirmação apenas denuncia a falta de reflexão sobre determinado assunto, e o que é pior, uma postura absolutamente preconceituosa por parte de quem escreve. Generalizar demonstra falta de análise sobre os argumentos. Cuidado!;

  1. Um dos fatores que garantem a coesão textual de sua redação no Enem é a capacidade de encontrar sinônimos que substituam ideias e palavras

Esse tipo de cuidado elimina a repetição desnecessária de termos, que geralmente desqualificam um texto. Você já deve saber que a coesão, juntamente com a coerência, é um dos elementos indispensáveis para uma escrita que privilegie a articulação correta das ideias e informações em uma redação, não é verdade? Por meio dos recursos coesivos evitamos erros gramaticais, ambiguidades e argumentos pouco embasados;

  1. Cuidado com o excesso de citações

As citações são importantes para estabelecer em sua redação um importante elemento da textualidade conhecido como intertextualidade. Portanto, elas são bem-vindas, pois mostram para o corretor que você consegue estabelecer relações dialógicas entre seu texto e outros textos-fonte, competência prevista na matriz da prova de redação. Mas, é preciso ficar atento: você pode sim fazer citações, mas não pode utilizar esse recurso em excesso. Muitas pessoas abusam das citações apenas para mostrar o quão eruditas elas são, e assim se esquecem de apresentar ideias próprias e originais. Há quem aproprie-se também de trechos da coletânea, trasncrevendo períodos inteiros dos textos formadores de opinião. Vale lembrar que o corretor quer conhecer a sua opinião, e não a opinião de terceiros;

  1. Evite perguntas retóricas

Uma pergunta retórica é uma interrogação que não tem o objetivo de obter uma informação ou uma resposta, mas sim provocar um efeito no destinatário do discurso, eventualmente ajudando na argumentação que está a ser feita (ex.: até quando o país ficará refém da corrupção, entre outros). Esse tipo de pergunta EVENTUALMENTE colabora com a argumentação, mas na maioria das vezes são absolutamente desnecessárias, já que não interferem na progressão dos argumentos e ideias de seu texto.

Luana Alves
Graduada em Letras

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