Rênio

Último elemento natural a ser descoberto, o rênio pode ser encontrado por toda a crosta terrestre, porém, em pequenas quantidades, em torno de 0,001 ppm.

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O rênio (símbolo químico Re, número atômico 75) é um metal de transição, obtido como subproduto do processamento de minerais de molibdênio. Foi descoberto na Alemanha, por volta de 1925.

Tabela Periódica - Rênio

Com massa atômica de 186,2 u, o elemento está situado no grupo 7 da classificação periódica dos elementos. O nome do rênio é proveniente do latim rhenus, em homenagem ao rio Reno, localizado na Alemanha.

Em relação à obtenção, o elemento não pode ser encontrado de forma livre na natureza, tampouco em algum mineral em especial. O rênio pode ser encontrado em pequenas quantidades sobre toda a crosta terrestre, em torno de 0,001 ppm (parte por milhão).

A extração do rênio comercial é proveniente dos subprodutos de minerais de molibdênio presentes em alguns minérios de cobre. Alguns deles contêm de 0,002% a 0,2% de rênio.

A preparação do metal é feita em altas temperaturas, a partir da redução do perrenato de amônio (NH4ReO4) com hidrogênio.

História

O rênio foi o último elemento natural a ser descoberto. Os responsáveis pela descoberta foram Walter Noddack, Ida Tacke e Otto Berg, na Alemanha.

Em 1925, os químicos e a física Ida Tacke relataram a detecção do elemento em um minério de platina e no mineral columbita. Eles também registraram a presença do rênio na gadolinita e molibdenita.

Contudo, somente em 1928, três anos depois, foi possível extrair 1 grama do elemento, a partir do processamento de 660 quilogramas de molibdenita.

Uma vez que a extração do metal era complexa e exigia muitos recursos financeiros, a produção foi suspensa até 1950, quando foram produzidas ligas de tungstênio-rênio e molibdênio-rênio.

As ligas tiveram importantes aplicações industriais e a demanda resultou no aumento do consumo de rênio, extraído principalmente da molibdenita presente nos minérios de pórfiro (cobre).

Até os dias de hoje não foram encontrados traços de rênio em território brasileiro.

Isótopos

O rênio natural é decorrente de uma mistura de dois isótopos, o Re-185 (estável) com abundância de 37,4% e o Re-187 (radio-instável) com abundância de 62,6%. Além destes, existem, ainda, 26 isótopos instáveis conhecidos.

Propriedades

O rênio é um metal branco prateado e brilhante de número atômico 75 (75 prótons e 75 elétrons). Apresenta um dos maiores pontos de fusão, ficando atrás apenas do tungstênio e do carbono. Também é um dos mais densos, sendo superado apenas pela platina, irídio, e ósmio.

Geralmente é comercializado na forma de pó, contudo, pode ser obtido na forma compacta, com até 90% da sua densidade teórica. Ao ser recozido, o elemento torna-se muito dúctil, dando a possibilidade de dobrá-lo em espiral ou anel.

Além disso, as ligas de rênio-molibdênio são consideradas supercondutores a 10K.

Aplicações

Catalisadores de rênio são altamente empregados para a obtenção de superligas resistentes a altas temperaturas, usadas para a fabricação de peças de motores para jatos. Também são usados na obtenção de gasolina de alta octanagem e chumbo metálico.

Por serem muito resistentes ao envenenamento químico, os catalisadores de rênio são usados, ainda, em alguns tipos de reações de hidrogenação.

Pode ser adicionado ao tungstênio ou em ligas à base de molibdênio para melhorar suas propriedades. Fios de rênio frequentemente são usados nas lâmpadas de flash para fotografias.

Por conta da boa resistência ao desgaste e corrosão, outro uso muito comum se dá nos materiais de contato elétrico.

Na medicina, o Rênio-188 pode ser usado em uma bactéria para o combate de câncer de pâncreas.

Dados

Massa atômica – 186,207(1) u
Configuração eletrônica – 4f14 5d5 6s2
Elétrons – 2, 8, 18, 32, 13, 2
Estado da matéria – sólido
Ponto de fusão – 3 459 K (3185,85 °C)
Ponto de ebulição – 5 869 K (5595,85 °C)
Entalpia de fusão – 33,2 kJ/mol
Entalpia de vaporização – 715 kJ/mol

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