Renascimento comercial e urbano

O Renascimento comercial e urbano caracterizou-se pela intensificação comercial e pelo desenvolvimento das cidades.


O Renascimento comercial e o urbano foram vertentes do Renascimento Italiano que envolveram questões culturais, políticas e econômicas. Surgiram na Itália, no século XIV, e influenciaram a mentalidade europeia.

O Renascimento comercial se caracteriza pelo aumento das relações comerciais entre as nações e o Renascimento urbano acompanhou o desenvolvimento das cidades medievais.

Resumo

Durante a Baixa Idade Média (séculos X ao XV), a Europa passou por profundas transformações na esfera econômica, política e social. Esse período marcou a decadência do sistema feudal constituído principalmente pelos senhores feudais e os servos.

No topo da pirâmide social estavam os reis, o clero e a nobreza, que compunham o grupo dos detentores do poder.

O clero associava seu poder à Igreja Católica, por isso eles tinham muitos privilégios em relação ao povo. Tinham acesso a assuntos políticos e econômicos, além de ser a parcela mínima da sociedade que sabia ler e escrever.

Era uma sociedade estamental, na qual não havia a possibilidade de mobilidade social. Dessa forma, quem nascia servo, morria servo.

A melhoria das técnicas agrícolas contribuiu para o crescimento populacional dos feudos que possuíam uma economia voltada para o consumo local. Além disso, o desenvolvimento das rotas comerciais, a partir das Cruzadas e a intensificação do comércio evidenciaram a formação dos burgos (cidades medievais fortificadas).

Alguns servos, revoltados com as condições em que viviam e insatisfeitos com a impossibilidade de mobilidade social, fugiam ou eram expulsos pelo senhor feudal para os burgos.

A saída de parcela da população dos feudos e a instalação nos burgos se dava pela busca de melhores condições de vida.

O renascimento urbano se associa ao renascimento comercial na medida em que a consolidação dos burgos se deu mediante a expansão do comércio.

O sistema comercial baseado na troca que vigorou durante o sistema feudal foi substituído pelas relações comerciais tendo como base a venda de produtos a partir da utilização de moedas.

Então, a obtenção de produtos se dava por meio da comercialização mediada pela moeda. Dessa maneira, o desenvolvimento das cidades e do sistema econômico aumentaram as fontes de renda, as formas de trabalho e de produção.

A urbanização propiciou a mobilidade social a partir da estruturação das classes sociais. O surgimento da nova classe social, a burguesia, comprova isso. Ela era formada por artesãos, ferreiros, alfaiates, sapateiros, comerciantes de modo geral.

A palavra “burguesia” se origina do termo burgo que significa “cidade”. Por isso os burgueses começaram a ser chamados assim, porque moravam nos burgos.

Nesse contexto de agitação comercial, urbana e cultural foram criadas as:

  • Corporações de Ofício: Organizações que reuniam pessoas da mesma profissão com o intuito de trocar os conhecimentos sobre a atividade;
  • Hansas: Associações de comerciantes que estabeleciam e mantinham monopólios comerciais sobre um vasto território europeu.

Nesse período ocorreu o Movimento Comunal que se caracterizou pela luta da burguesia visando a emancipação dos burgos que pertenciam aos senhores feudais que cobravam altos impostos e impediam a circulação de mercadorias, impossibilitando o desenvolvimento comercial.

A união da burguesia com os reis possibilitou uma maior autonomia administrativa e econômica das cidades medievais.

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