Sunitas e xiitas

Os sunitas e os xiitas são os principais grupos dentro da religião islâmica. Saiba mais sobre a divergência entre eles que já dura séculos.

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Os sunitas e xiitas são os dois principais grupos muçulmanos que conflitam entre si há muito tempo. Eles compartilham da crença na mesma religião, o Islamismo, mas se diferem em assuntos políticos e espirituais.

A maioria sunita se situa na Arábia Saudita e a maioria xiita se localiza no Irã. A morte do profeta Maomé, fundador da religião e do livro sagrado Alcorão, desencadeou na criação desses grupos.

Contexto histórico

Após a morte do profeta Maomé, fundador do Islamismo e autor do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, a população islâmica se dividiu.

Houve uma disputa para saber quem o sucederia, já que o Islã era uma religião conectada ao poder político que visa articular aspectos políticos e espirituais.

Um grupo queria que o novo líder fosse escolhido pelo povo. Já o outro almejava que o sucessor de Maomé deveria ser alguém da família do profeta.

Maomé não chegou a ter filhos homens, por isso, seu sucessor, de acordo com a corrente xiita, deveria ser seu genro, Ali. Já os sunitas acreditavam que os muçulmanos deveriam ser governados por um líder eleito por eles.

A palavra árabe sunita que dizer “alguém que segue as tradições do profeta”. É considerado como um grupo ortodoxo do Islã.

Diferenças entre sunitas e xiitas

As diferenças entre os sunitas e xiitas consistem na forma como pensam a religião e a política, apesar de seguirem os mesmos preceitos da religião islâmica.

O conflito entre eles recai sobre quem deveria ser o sucessor de Maomé, o profeta do islamismo. Cerca de 90% dos muçulmanos são sunitas, por isso admitem que o califa deveria ser eleito pelo povo.

Já os xiitas acreditam que o profeta e sucessor de Maomé deveria ser Ali, seu genro, que foi assassinado.

No lugar deste, Muhaway (pertencente ao grupo sunita) se tornou o califa e transferiu a capital do Califado para Damasco (atual capital da Síria).

Por serem considerados mais tradicionalistas, os xiitas possuem poucos adeptos, conservando as tradições do livro sagrado e seguindo as antigas interpretações do Alcorão e a da Sharia.

Já os sunitas atualizaram as interpretações do Alcorão e da Lei Islâmica, deixando-se influenciar pelas transformações do mundo, além de utilizarem outra fonte, a Suna (livro que possui as grandes realização de Maomé).

Conflitos entre sunitas e xiitas

Os conflitos entre sunitas e xiitas existem desde 632 d.C., ano em que Maomé morreu. A morte do profeta foi o que impulsionou as divergências entre esses dois grupos que até hoje cometem atos violentos entre si.

Maomé foi o responsável por unir a sociedade árabe em torno de uma só crença monoteísta, em que Alá seria o único Deus. Com isso, os árabes se uniram em torno do islamismo.

Após a morte do seu então sucessor Ali e de seus filhos Hassan e Hussein, muitos conflitos ocorreram. Vários países presenciaram guerras civis, principalmente o Líbano, Paquistão, Iraque e Síria.

Esse grupos nutrem ódio e aversão uns contra os outros. A minoria xiita é marginalizada e oprimida e possuem as piores condições de vida.

As tensões entre o Irã e Arábia Saudita se intensificam, pois ambos os grupos são extremistas, porém, os sunitas ocupam uma posição mais neutra. Contudo, existem controvérsias, visto que alguns grupos extremistas bastante conhecidos são de origem sunita: Al-Qaeda, Estado Islâmico e Boko Haram.

A história de violência, conflitos e guerras civis entre os sunitas e xiitas está longe de acabar, pensamento que é comprovado pela Revolução Iraniana de 1979, a Guerra Civil no Líbano e os enfrentamentos que ocorrem atualmente na Síria e no Irã.

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