Sabemos que o mundo possui uma diversidade cultural imensa. No Brasil por exemplo, cada povo possui costumes, hábitos e manifestações singulares uma das outras.
Para ilustrar isso, os índios, por exemplo, possuem uma enorme riqueza de detalhes e também devido a simplicidade em sua cultura.
Este, é povo essencial para a formação do nosso país também nos transmitiram hábitos, costumes e até mesmo brincadeiras que são usados até hoje.
Por essa razão, decidimos listar 13 jogos e brincadeiras indígenas para educação infantil, mas que também podem ser aplicadas entre crianças e adultos, para que possam se divertir entre si e conhecer uma nova cultura. Confira:
Veja também: 5 Objetos De Uso Cotidiano que Vieram Dos Índios Brasileiros
Arco e Flecha

Tobdaé

Com algumas petecas para cada participante (podem ser umas três, ou usar a mesma várias vezes), uma deve atingir a outra, ao mesmo tempo em que tenta desviar dos lances do adversário. Quem for “queimado”, é eliminado da brincadeira.
Briga de Galo

Adugo ou Jogo da Onça

Melancia ou woratchia
Para executar a atividade, um grupo de crianças representará a melancia. Eles devem ficar agachados, com a cabeça baixa, e espalhados pelo terreno. Um deles será o dono da plantação que fica cuidando, com dois “cachorros”, para que o outro grupo, que representa os ladões, não roube suas frutas.
Os ladrões batem com os dedos na cabeça das “melancias” para saber quais estão maduras. Quando se deparam com as boas, devem colocá-las em um saco e sair correndo. Nesse momento, os “cachorros” correm atrás para evitar o roubo. Vence o grupo que, ao final de vários ataques, tiver o maior número de participantes.
Arranca Mandioca

Outra criança deve ser escolhida com a coletora de mandiocas da vez e deverá puxar a última criança da fila e tentar fazê-la se soltar da fila. Pode-se fazer cócegas para ajudar a soltar as crianças. Cada criança que se solta deve ajudar o coletor da vez a ir arrancando as próximas ‘mandiocas’ uma a uma.
Peteca

Cabo de Guerra

Os participantes devem ser divididas em dois grupos com o mesmo número de integrantes, um grupo vai puxar a corda para um lado e o outro grupo vai puxar para o lado oposto. Vence o grupo que puxar mais forte, com isso a corda vem pro lado campeão.
Corrida do Saci

Sol e Lua
Para realizar essa brincadeira é necessário ter, no mínimo, seis participantes. Dois deles são escolhidos para representar o sol e a lua. Os demais devem formar uma fila segurando na cintura da criança que está na frente. O sol e a lua, de mãos dadas, fazem uma espécie de “ponte”.
Cantando, os participantes passam sob a ponte diversas vezes. O sol e a lua prendem o último ou os dois últimos da fila e perguntam se desejam ficar atrás do sol ou da lua. Escolhido o lado, a criança deve se posicionar atrás de um dos dois.
Depois que todos da fila são presos, dois times estarão formados. Lado a lado, ambas as colunas se puxam, cada participante de braço dado ao que está do seu lado. Quanto um time consegue desarticular ou quebrar membros do outro, marca um ponto. Vence o grupo que somar a maior pontuação.
Toloi Kunhugu ou Gavião e Passarinhos

Inicia-se da seguinte forma: O gavião sai à caça dos passarinhos, que saem dos seus ninhos e vão para um local próximo à “árvore”, batendo os pés no chão e fazendo uma cantoria. Agachado, o dono da brincadeira sai em direção aos passarinhos. Perto do grupo, o gavião salta e tenta pegar aquele que não voltou ao ninho. E assim vai fazendo até pegar todos. O último a ser pego vira o gavião.
Fubeca ou Bolinha de Gude

Os jogadores seguintes devem acertar a bolinha, e se conseguirem retirá-la do círculo, elas se tornam suas. Vence aquele que ficar com as bolinhas dos outros participantes.
Cabas-Maë
Muito comum entre as tribos amazônicas, a brincadeira consiste, inicialmente, na divisão de dois grupos. O primeiro será chamado de roçadores, que serão responsáveis por cuidar da roça, e o segundo, de cabas, ou seja, ninhos de marimbondos.
O segundo grupo, os cabas, devem formar uma roda e sentar-se na frente dos outros de mãos dadas. Eles devem cantar e balançar as mãos para cima e para baixo. Enquanto isso, o outro grupo, os roçadores, devem mover as mãos como se estivessem trabalhando no cultivo de plantações.
Lentamente os roçadores vão se aproximando do outro grupo e, quando um deles tocar em uma criança do outro grupo, devem correr enquanto o objetivo dos cabas é pegá-los.
Leia mais:
