Biografia de Albert Einstein

Um dos maiores gênios da história, Albert Einstein foi o responsável, entre outras coisas notórias, por desenvolver a teoria da relatividade.

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Uma das mentes mais brilhantes que já passaram pela Terra, o físico alemão Albert Einstein é considerado como um dos maiores cientistas do século XX. Seus estudos sobre a teoria da relatividade, efeito fotoelétrico e cosmologia revolucionaram a Física Moderna.

Quem foi Albert Einstein?

Albert Einstein nasceu em 14 de março de 1879, em Ulm, Württemberg, Alemanha. Filho de uma família judaica de classe média, seu pai, Hermann Einstein, era engenheiro e vendedor. Sua mãe, Pauline Kock, era responsável por cuidar do lar e da família.

Foto Língua Albert Einstein
A foto que mostra o bom humor do físico foi tirada em 1951, depois das celebrações de seu aniversário de 72 anos.

Dois anos depois do nascimento de Albert, o casal teve mais uma filha. A menina recebeu o nome de Maja.

Em 1880, toda a família se mudou para Munique, onde Einstein iniciou os estudos da escola fundamental no Luitpold Gymnasium. Nos primeiros anos de sua vida, por conta de um problema na fala, teve muitas dificuldade para se expressar. Ele precisava falar devagar e fazendo pausas.

Por conta da influência materna, desde cedo tinha apreço pela música clássica. Entretanto, sentia-se oprimido pelo rígido formato da educação prussiana. Aos cinco anos de idade começou a estudar violino.

Desde muito cedo se destacou em disciplinas como física, matemática e filosofia. Segundo o físico, dois acontecimentos marcaram sua infância. O primeiro deles foi aos cinco anos, quando conheceu o compasso. O outro, aos 12, quando teve acesso a um livro de geometria.

A partir de 1889 o jovem estudante de medicina Max Talmud tornou-se uma espécie de tutor informal para Einstein. Em um dos livros compartilhados com o menino, com dez anos na época, o autor imaginava como seria andar ao lado da eletricidade presente em fio telegráfico.

Foi assim que Einstein começou a pensar qual seria a forma de um raio de luz se fosse possível correr ao lado dele, com a mesma velocidade. Anos mais tarde, quando ele tinha 16 anos, tais questionamentos resultaram em seu primeiro artigo, intitulado “The Investigation of the State of Aether in Magnetic Fields” ou em português, “A Investigação do Estado do Éter em Campos Magnéticos”.

Contudo, as indagações continuaram presentes em sua vida pelos dez anos seguintes.

Mudança para a Itália, estudos na Suíça e casamento

Em 1894 a empresa de seu pai e seu tio, a Elektrotechnische Fabrik J. Einstein & Cie, não conseguiu fechar um importante contrato para instalações de energia elétrica na cidade de Munique.

Assim, toda a família teve que mudar-se para Milão, na Itália. A princípio, Albert ficaria na casa de um parente até concluir seus estudos. Entretanto, insatisfeito com a escola, conseguiu um atestado médico que alegava exaustão, o que possibilitou a mudança junto com os pais.

O término do ensino médio foi em Aarau, na Suíça, quando o jovem ingressou em uma escola especial, cujo gestor era Jost Winteler. A proximidade com a família Winteler fez como que Einstein se apaixonasse pela filha de Jost, Marie.

Segundo Albert, os anos que viveu na Suíça foram os melhores de sua vida. Além de conhecer a futura esposa, a estudante de física sérvia, Mileva Maric, ele fez inúmeros amigos.

Einstein e Maric em 1911
Einstein e Maric em 1911

Einstein se formou no Instituto Politécnico da Suíça. Entretanto, o final da graduação não lhe deu tranquilidade. Pelo contrário, foi um período de intensas crises. O hábito de estudar sozinho, e por isso, faltar muitas aulas, provocou muitas inimizades com os professores da instituição.

Para piorar, seus pais eram contra o relacionamento com Maric, uma vez que ela era de origem e religião ortodoxa. Ainda assim, eles prosseguiram juntos e tiveram uma filha em 1902. O destino da criança, no entanto, é incerto. Enquanto algumas fontes dizem que ela faleceu em decorrência de uma doença, outras dizem que foi dada para adoção.

Encontrando-se desempregado, ele chegou a aceitar, sem sucesso, um trabalho como tutor de crianças. Ainda em 1902, o pai de um velho amigo o recomendou para um cargo no escritório de patentes da Suíça, em Bern.

Nessa época, o pai de Einstein ficou muito doente. Porém, antes de morrer, abençoou a relação do filho com Maric. Eles, então, se casaram em 1903 e tiveram o primeiro filho, Hans Albert, em 1904. Eduard, o segundo, nasceria seis anos depois, em 1910.

A virada

O trabalho de Einstein no escritório de patentes era avaliar dispositivos eletromagnéticos, o que ele aprendeu facilmente e fazia com muita agilidade. Por isso, ele tinha muito tempo disponível para pensar sobre transmissão de sinais elétricos e a sincronização eletromecânica.

Esta foi a época em que o físico formulou o princípio da relatividade. Ao estudar as teorias eletromagnéticas de James Maxwell, que descreviam a natureza da luz, ele descobriu algo novo, que a velocidade da luz era constante. Tal descoberta contrariava as leis propostas por Isaac Newton. Foi a contradição que levou Einstein à formulação do princípio.

O ano de 1905 é considerado marco da virada da vida do físico. Além de ingressar no doutorado, ele teve quatro artigos aceitos em uma das melhores publicações de Física, a Annalen der Physik.

A partir dessas publicações, a Física Moderna nunca mais foi a mesma. Eles fizeram com que, pela primeira vez, o mundo acadêmico prestasse atenção nas ideias de Einstein. O principal responsável por isso foi Max Planck, um renomado físico da época.

Albert viu sua carreira decolar e o físico começou a ser convidado para ocupar posições importantes no meio acadêmico. Entre elas, de 1913 a 1933, ocupou o posto de diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física, vinculado à Universidade de Berlim. Além disso, era convidado a dar palestras em várias conferências internacionais.

A fama, no entanto, trouxe consequências à vida pessoal de Einstein. O casamento com Maric entrou em crise e eles se divorciaram em pouco tempo. A condição de Mileva, era que, se algum dia ele ganhasse o prêmio Nobel, ela ficaria com todo o dinheiro, o que, de fato, aconteceu.

Depois disso o físico iniciou um relacionamento amoroso com sua prima Elsa Löwenthal, com quem se casou depois de finalizado o processo do divórcio.

Teoria da Relatividade, prêmio Nobel e cosmologia

A obra-prima de Albert Einstein foi concluída em novembro de 1915. Naquele ano ele completou a teoria geral da relatividade.

O prêmio Nobel veio em 1921. Porém, sua obra-prima não era muito aceita no meio científico. Isso fez com ele recebesse uma das condecorações máximas da ciência pela explicação sobre o efeito fotoelétrico.

A nova ciência da cosmologia foi lançada por Einstein na década de 20. As equações demonstradas por ele contradiziam tudo que estava posto, até então. De acordo com elas, o universo era dinâmico, às vezes se expandindo e às vezes se contraindo.

A confirmação de que o universo não era estático veio em 1929, quando o astrônomo Edwin Hubble endossou que o universo estava em expansão.

Vida nos Estados Unidos

Enquanto o físico experimentava o auge de sua carreira, viajando para falar sobre suas teorias, os nazistas, liderados por Adolf Hitler, estavam ascendendo ao poder. Em 1931 eles denunciaram Einstein por praticar “Física judaica”. Ele soube, ainda, que era um alvo dos nazistas e que não tardaria a ser assassinado.

No ano seguinte ele deixou a Alemanha rumo aos Estados Unidos. Em solo norte-americano ele assumiu um posto no Institute for Advanced Study, em Princeton, Nova Jersey. Lá, ele permaneceu até o fim de sua carreira. A instituição tornou-se referência para físicos de todo o mundo.

Albert passava seus dias trabalhando na teoria do campo unificado. Ela unificaria as forças do universo e leis da Física, refutando a interpretação aceita da Física quântica.

Seus estudos sobre matéria e energia foram fundamentais para que os Estados Unidos desenvolvessem o Projeto Manhattan, que resultou nas bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Ainda assim, por conta de seu envolvimento com o socialismo e organizações sociais, o governo estadunidense nunca o convidou para integrar a equipe do projeto.

Depois das bombas que arrasaram o Japão, Einstein formou o Comitê de Emergência de Cientistas Atômicos e escreveu um artigo dizendo que os Estados Unidos não deveriam manter o monopólio da bomba atômica.

Terminada a guerra, ele prosseguiu seus estudos de forma obsessiva. Porém, ficou cada vez mais isolado da comunidade científica. Renunciando, inclusive, à sua vida pública.

Em abril de 1955 estava se preparando para fazer um discurso em comemoração ao aniversário de Israel, quando teve um aneurisma abdominal e consequente hemorragia interna.

Ao ser internado ele recusou a cirurgia, alegando que já tinha vivido tudo o que podia. Faleceu na manhã seguinte, 18 de abril de 1955, aos 76 anos.

Principais obras de Albert Einstein

  • A Teoria Especial da Relatividade (1905);
  • A Teoria Geral da Relatividade (1916);
  • Como Vejo o Mundo (1934);
  • Sobre o Sionismo (1930);
  • A Minha Filosofia (1934);
  • Evolução da Física (1938);
  • Meus Últimos Anos (1950).

Frases de Albert Einstein

“Seres humanos foram dotados apenas de inteligência suficiente para ver com clareza o quanto inadequada é a inteligência quando confrontada com o que existe.”

“Se A é sucesso na vida, então A é igual a X mais Y mais Z. Trabalho é X, Y é diversão e Z é manter sua boca calada.”

“A experiência mais bonita que podemos ter é o mistério. É a emoção fundamental que está no berço da verdadeira arte e da verdadeira ciência. Quem não sabe disso e não consegue mais se maravilhar poderia tão bem estar morto.”

“Nacionalismo é uma doença infantil. É o sarampo da raça humana.”

“A natureza nos mostra apenas o rabo do leão. Mas não tenho dúvidas em minha mente que o leão está junto com o rabo, mesmo se ele não se revelar de início.”

“A única forma de escapar do efeito corruptor do louvor é continuar trabalhando.”

“Uma coisa que aprendi ao longo de minha vida: a nossa ciência, comparada à realidade, é primitiva e infantil – e, mesmo assim, é a coisa mais preciosa que temos.”

“O estado de pensamento que permite que o homem faça um trabalho desse tipo é semelhante à adoração religiosa ou de um amante; o esforço diário não vem da intenção deliberada, mas direto do coração.”

“É importante não deixar de questionar. A curiosidade tem uma razão de existir.”

Curiosidades sobre Albert Einstein

  • Einstein visitou o Brasil em 1925. O físico esteve no Rio de Janeiro para participar de conferências e ver um cometa que fundamentaria sua teoria da gravitação. Na visita, conheceu alguns dos principais pontos turísticos da “cidade maravilhosa”;
  • Inspirado pela mãe, foi um exímio violonista. Começou a tocar aos cinco anos. Porém, foi somente aos 13, quando se aproximou das composições de Mozart, é que ele tomou gosto pelo instrumento musical;
  • Thomas Stoltz Harvey, o patologista norte-americano que realizou a autópsia de Einstein, removeu ilicitamente o cérebro do físico para estudos futuros;
  • Recentemente, 46 porções do cérebro de Albert Einstein foram adquiridas pelo Mütter Museum, um museu médico localizado nos Estados Unidos;
  • Em 1952, quando o primeiro presidente de Israel faleceu, o primeiro-ministro, Ben-Gurion, ofereceu a presidência de Israel a Einstein, porém, ele recusou. De acordo com o físico, ele não tinha experiência e nem aptidão natural para o cargo;
  • Apesar de ser pacifista e declarar-se antiguerra, suas descobertas sobre matéria e energia foram usadas para criar a bomba atômica;
  • Em 1939, Einstein enviou uma carta ao presidente norte-americano Franklin Roosevelt o precavendo sobre o desenvolvimento de artefatos nucleares alemães. Tal correspondência foi base para o Projeto Manhattan, dos Estados Unidos. Ele culminou nas bombas de Hiroshima e Nagasaki;
  • Anos depois, em 1954, Albert Einstein confidenciou ao amigo Linus Pauling que enviar a carta a Roosevelt foi o maior erro de sua vida.

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