Filo Annelida – Anelídeos

Continue lendo para saber tudo sobre as minhocas!

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Os anelídeos compreendem todo os animais pertencentes ao filo Annelida. O animal mais conhecido desse filo é a minhoca. A principal característica desses animais, que dá nome ao grupo, é a segmentação do corpo em anéis.

O tamanho dos anelídeos varia muito, alguns têm menos de 1 milímetro e outros mais de 3 metros.

Eles podem ter importância médica pela produção de substâncias utilizadas em medicamentos. Também ajudam na aeração e fertilização do solo, facilitando o desenvolvimento de plantas.

Além disso, alguns anelídeos são usados na alimentação em muitos países asiáticos.

Classificação dos anelídeos

O filo Annelida possui três classes: Oligochaeta, Polychaeta e Hirudinea.

Classe Oligochaeta

Essa é a classe das minhocas, os representantes terrestres, e dos tubifex, os aquáticos de água doce. Além do corpo segmentado, esses animais possuem cerdas curtas no meio de cada segmento.

Os oligoquetos possuem clitelo, uma região bem diferenciada na porção anterior do corpo resultado da fusão de segmentos. O clitelo é uma estrutura importante para a reprodução desses animais, que são hermafroditas.

Classe Polychaeta

A maioria dos poliquetas são marinhos. Eles têm expansões laterais em todos segmentos do corpo, chamadas de parapódios.

Nos poliquetas, essas cerdas são muito numerosas e estão dispostas nos parapódios, que funcionam como patas rudimentares e auxiliam na locomoção.

Classe Hirudinea

Essa classe é representada pelas sanguessugas que são, predominantemente, aquáticas. No entanto, elas também podem ser encontradas em ambientes terrestres, desde que sejam muito úmidos.

As sanguessugas não possuem cerdas, entretanto, elas têm o clitelo.

Características gerais dos anelídeos

Os anelídeos são segmentados e com repetição interna e externa dessa divisão em anéis, eles são triblásticos e celomados.

Estrutura corporal

A nais marcante das característica dos anelídeos é o corpo segmentado em anéis, eles são visíveis externamente e possuem sulcos bem marcados para separar um do outro.

Alguns órgãos excretores e gânglios do sistema nervoso se repetem em todos os anéis, que também podem ser chamados de metâmeros.

Internamente, cada anel é separado um do outro por uma parede divisória chamada de septo.

O celoma está localizado no interior da mesoderme, ele é uma cavidade corporal preenchida por fluido celômico, onde estão todas as vísceras do anelídeo. É o celoma que confere sustentação ao corpo do animal e auxilia na locomoção dele.

O corpo dos anelídeos é revestido por uma epiderme que tem cutícula externa e pode ter cerdas de quitina, que dão proteção e apoio ao corpo do animal.

Sistema digestório

O sistema digestório dos anelídeos é completo e a digestão é extracelular. Eles têm boca, papo, moela, intestino e ânus.

O papo armazena o alimento, a moela é uma região muscular que tritura o alimento. A absorção dos nutrientes ocorre no intestino.

Os anelídeos podem ser animais com hábitos alimentares carnívoros, herbívoros ou hematófagos.

Sistema circulatório e excretor

Os anelídeos possuem sangue vermelho pois eles têm o pigmento hemoglobina dissolvido no plasma, é importante ressaltar que eles não têm glóbulos vermelhos.

Eles têm o vaso dorsal contrátil que funcionam como um coração impulsionando o sangue para frente até encontrar o vaso ventral.

Muitos vasos presentes em cada segmento são conectados a capilares sanguíneos que se espalham por todos os tecidos.

Por isso, dizemos que o sistema circulatório é fechado. O sangue não sai dos vasos e as trocas gasosas ocorrem pelas paredes dos capilares.

As excretas são retiradas do corpo do animal através dos nefrídios presentes aos pares em cada segmento.

Respiração

Os anelídeos terrestres fazem respiração cutânea, ou seja, através da pele que é muito delgada.

Já os anelídeos aquáticos, respiram através de brânquias.

Reprodução

A maioria dos anelídeos é hermafrodita, ou seja, são espécies monoicas. A exceção do grupo são os poliquetos, que são dioicos.

Mesmo sendo hermafroditas e, portanto, tendo tanto órgãos reprodutores masculinos quanto femininos, os anelídeos não fazem autofecundação.

O amadurecimento de cada gameta se dá em tempos diferentes, o que estimula a fecundação cruzada, gerando maior variabilidade genética.

Vamos usar as minhocas como exemplo para explicar a reprodução dos anelídeos.

O clitelo é uma estrutura corporal importante para a reprodução nesses animais. Ele é um anel mais claro na porção anterior do corpo das minhocas.

Ele libera um muco que irá auxiliar na fixação do corpo de duas minhocas para que ocorra fecundação.

Duas minhocas se grudam, com extremidades opostas e, nessa posição uma libera os espermatozoides no receptáculo seminal da outra.

Anelídeos - reprodução das minhocas
Anelídeos – Reprodução das minhocas.

Os óvulos que estavam amadurecendo são liberados no casulo que foi formado pelo mudo que o clitelo liberou.

O casulo se desloca para a outra extremidade do corpo do animal e, ao passar pelo receptáculo seminal, os espermatozoides são liberados sobre os óvulos e, nesse momento, ocorre a fecundação.

Após a fecundação, o casulo se desprende do corpo do animal e os ovos que irão originar novos anelídeos se desenvolvem dentro dele.

Sistema nervoso

O sistema nervoso dos anelídeos é feito por meio de uma cadeia ganglionar ventral, com dois gânglios para cada segmento. Esses gânglios são unidos por cordões nervosos.

Exemplos

Minhocas

Anelídeos - minhocas
Anelídeos – Minhocas.

Minhocuçu

Anelídeos - minhocuçu
Anelídeos – Minhocuçu.

Tubifex

Anelídeos - tubifex
Anelídeos – Tubifex.

Sanguessuga

Anelídeos - sanguessuga
Anelídeos – Sanguessuga.

Nereis

Anelídeos - nereis
Anelídeos – Nereis.

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