Carvão vegetal – O que é, utilidades, problemas e carvão mineral

O carvão vegetal é muito utilizado no Brasil como combustível e possui algumas propriedades medicinais exploradas. Veja mais sobre o carvão vegetal e suas utilidades.

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O carvão vegetal foi por muito tempo utilizado sem restrição e importância com o impacto ambiental. Assim, era amplamente utilizado no cotidiano doméstico e alguns setores industriais é empregado em larga escala.

Porém, com a conscientização ambiental esse produto passou a ser menos utilizado.

O que é o carvão vegetal?

O carvão vegetal é um produto resultante da queima da madeira e muito utilizado como fonte energética. Após a carbonização, o item resultante é uma substância negra.

Além disso, é um material poroso, possuindo capacidade de interagir quimicamente e reter outras substâncias, ou seja é um material absorvente.

Utilidades

No dia a dia, o carvão vegetal pode ser utilizado como combustível de aquecedores, lareiras, churrasqueiras e fogões a lenhas.

Já nos setores industriais também são utilizados como combustíveis e em segmentos como siderurgia, metalurgia, cimento, etc.

Além disso, o carvão vegetal pode ser utilizado com finalidade medicinal, com a capacidades fototerápicas e com um elevado potencial absorvente. Neste caso ele passa a ser denominado como carvão ativado, sendo extraído de madeiras com aspecto mole e não resinosas.

Somado a isso, pode ser utilizados como remediadores no tratamento de dores estomacais, mau hálito, aftas, gases intestinais, diarreias infecciosas e intoxicações.

Utilizações históricas

No Egito Antigo, o carvão vegetal era utilizado na filtragem de óleos e uso medicinal no tratamento de doenças.

Durante a Segunda Guerra Mundial, esse material era utilizado na absorção de gases tóxicos.

Os índios brasileiros, utilizavam o carvão vegetal para criarem uma mistura, junto a gordura animal para tratamento de úlceras e tumores.

Problemas do carvão vegetal

Como o carvão vegetal é produzido a partir da carbonização da madeira, é necessária a extração de madeira da natureza para sua obtenção. Assim, dependendo da origem da madeira, pode acarretar em problemas ambientais ligados ao desmatamento das áreas utilizadas.

Além disso, algumas tecnologia utilizadas na produção desse material ainda são primitivas. Isso acarreta problemas, pois essa maneira não é operada com cuidado e controle necessário nos fornos de carbonização. Com isso, a emissão de gases e componentes químicos pode acontecer sem controle.

Entretanto, mesmo na utilização da tecnologia mais moderna, a produção desse material libera gases e químicos no ambiente, gerando fatores poluentes graves, influenciando no efeito estufa.

Por fim, após a produção do carvão vegetal surge a questão do uso. Assim, seja no uso cotidiano ou industrial, haverá a queima desse material para a finalidade desejada.

Ou seja, se usado em churrasqueiras, fogões, lareiras, entre outros, o material será queimado. Consequentemente, irá gerar e liberar mais gases na atmosfera.

Carvão vegetal x carvão mineral

O carvão mineral corresponde a uma rocha sedimentar utilizada como combustível. Além disso, possui cores escuras, sendo extraído de camadas profundas da terra, chamadas de camadas de carvão.

Esse material é denominado de carvão fóssil pois é formado a partir da decomposição de matéria orgânica, que é soterrada e compactada, sofrendo ações da pressão e temperatura.

O carvão mineral também é utilizado como combustível, principalmente na geração de energia elétrica. Entretanto sua queima produz componentes altamente tóxicos, como mercúrio, vanádio, cádmio, arsênio e chumbo. Além disso, lança grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera.

Quando comparados o carvão vegetal e o carvão mineral, com base no maior aproveitamento da queima para gerar energia, o carvão mineral é superior pois sua queima gera um poder calorífico maior. Isso significa que o material fóssil possui mais carbono constituinte do carvão, o que é mais proveitoso.

Porém, o uso de ambos os tipos de carvão são considerados alarmantes e agravantes, pois liberam substâncias tóxicas e poluidoras. Entretanto, como o carvão vegetal e o carvão mineral têm origens e substâncias diferentes, consequentemente resultam e compostos diferentes na queima.

Diante dessa análise, o carvão fóssil é considerado mais poluente em comparação ao carvão vegetal, em decorrência dos metais liberados na sua combustão.

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