Estômatos

Que tal conhecermos melhor essas estruturas epidérmicas?

O que são os estômatos e onde se localizam? Os estômatos são estruturas complexas, ou seja, composta por mais de um tipo celular, que estão localizados na epiderme das folhas.

Eles podem ser encontrados tanto na epiderme adaxial (superfície superior) quanto abaxial (superfície inferior) das folhas, isso varia de acordo com o ambiente em que a planta vive.

Os caules e pecíolos de plantas herbáceas que ainda são verdes também podem apresentar estômatos, mas essa é uma característica que ocorre com menos frequência.

A densidade estomática varia dentro de uma mesma folha que pode chegar a ter até 100 mil estômatos por cm².

Geralmente estão dispostos aleatoriamente nas folhas, mas nas gramíneas e em algumas coníferas eles apresentam um padrão em faixas, no mesmo sentido das nervuras.

Estômatos dispersos
Estômatos dispersos
Estômatos gramíneas
Estômatos gramíneas

Função dos estômatos

Para que servem os estômatos? As pequenas aberturas dos estômatos estabelecem uma comunicação dos tecidos internos da planta com o meio ambiente, eles são canais especializados em trocas gasosas e transpiração do vegetal, ou seja, eles também regulam a perda de água da planta.

Apesar de muitas vezes estarem presentes em grandes quantidades nas folhas, os estômatos são muito pequenos e, geralmente, eles ocupam apenas 1% da superfície foliar.

Ainda assim, mais de 90% da água que as plantas perdem é através da transpiração, realizada pelos estômatos.

Estrutura dos estômatos

Os estômatos são formados por duas células alongadas chamadas de células-guarda e pela abertura entre elas chamada de ostíolo.

As células-guarda podem ter clorofila e geralmente têm formato de feijão, com exceção das gramíneas que possuem células-guarda em formato de halteres.

Estômato: 2 células-guarda + 1 ostíolo

Normalmente os estômatos estão rodeados por células parenquimáticas que fazem um suporte físico para as células-guarda e também de reserva de substâncias para garantir as necessidades do estômato, elas são chamadas de células subsidiárias.

A disposição das células subsidiárias ao redor do estômato podem ter vários padrões e a quantidade delas também pode variar de espécie para espécie. 

Em algumas espécies os estômatos podem apresentar um espaço intercelular abaixo das células-guarda que serve para armazenar os gases, esse espaço é chamado de câmara subestomática.

Complexo estomático: estômato (2 células-guarda + 1 ostíolo) + células subsidiárias + câmara subestomática
Estômato e Complexo estomático
Estômato e Complexo estomático

Abertura e fechamento estomático

O que regula a abertura e o fechamento dos estômatos é a turgescência celular, ou seja, a quantidade de água presente nos vacúolos das células-guarda.

Quando os vacúolos estão cheios de água a célula aumenta de volume ficando túrgida, essa água é absorvida por osmose até que o equilíbrio celular seja alcançado.

Quando a célula fica túrgida, ela se abre pois as extremidades são puxadas para fora, fazendo com que o ostíolo se abra e a célula libere a água excedente e realize as trocas gasosas necessárias.

O principal fator de regulação desse processo é a água, no entanto, alguns fatores abióticos e mecanismos químicos também estão envolvidos.

A luz, por exemplo, por atuar no processo de fotossíntese, reduz a quantidade de gás carbônico na célula e favorece o transporte de íons para as células-guarda fazendo com que a quantidade de soluto seja aumentada e, consequentemente, que entre mais água na célula.

Estômatos - abertura e fechamento
Estômatos – abertura e fechamento

Classificação quanto à localização dos estômatos

O local de maior ocorrência dos estômatos é na epiderme inferior das folhas.

Estômatos - Localização anatômica
Estômatos – Localização anatômica

As folhas podem ser classificadas de acordo com a ocorrência dos estômatos:

Apenas na face adaxial: folha epiestomática;

Apenas na face abaxial: folha hipoestomática;

Em ambas as faces: folha anfiestomática.

Adaptações estomáticas

  • Plantas aquáticas que flutuam: estômatos apenas na face adaxial, que está voltada para a superfície;
  • Plantas aquáticas submersas: não apresentam estômatos;
  • Plantas de locais extremos (muito secos, frio ou calor excessivo): estômatos em depressões na epiderme, abaixo da superfície;
  • Plantas xerófitas: maior quantidade de estômatos permitindo maior eficiência nas trocas gasosas.

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