Formação das Monarquias Nacionais

A formação das monarquias nacionais ocorreu já no final da Idade Média, impulsionadas principalmente pela nobreza e burgueses.

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A formação das Monarquias Nacionais ocorreu durante o declínio medieval, período chamado de Baixa Idade Média.

Foi nesse momento que alguns nobres ricos notaram que o Feudalismo não supria mais suas necessidades.

Durante o período da Baixa Idade Média surgem os burgueses, que almejavam uma transformação da vida política. Eles foram figuras importantes para a constituição das monarquias nacionais.

Foi um longo processo que mudou a configuração do mundo, resultando no surgimento de novos países.

Contexto histórico

A formação das monarquias nacionais se deu por volta dos séculos XII e XV, nos países da Europa Ocidental (Espanha, Portugal, Inglaterra e França).

O processo que resultou nas monarquias nacionais ocorreu de modo semelhante entre esses países, porém, em tempos diferentes.

Vejamos o período que se deu o processo de formação das monarquias nacionais europeias:

  • Espanha: Ocorreu com a união dos reinos de Aragão e Castela, tendo seu auge com a Dinastia Habsburgo (século XIII ao XX);
  • Portugal: Se iniciou com a Dinastia de Borgonha (séculos XI ao XIV) e se consolidando com a Dinastia de Avis (séculos XVI);
  • Inglaterra: A Dinastia Plantageneta (séculos XII ao XV) e a Dinastia Tudor (séculos XV ao XVII) iniciaram o processo de formação das monarquias nacionais;
  • França: Consolidou com a Dinastia Capetíngia (século X ao XIV) e a Dinastia Valois (séculos XIV ao XVI);

Resumo

Os países europeus criaram seus próprios modelos de centralização política a partir da:

  • Crise do sistema feudal
  • Crescimento demográfico
  • Desenvolvimento do comércio
  • Surgimento da burguesia
  • Expansão marítima

A partir de então, o rei, a Igreja Católica e a burguesia se tornaram as figuras mais importantes da sociedade europeia.

A Europa preservou uma forte religiosidade, com isso, a Igreja reafirmava a autoridade do rei com justificativas ligadas a fé. Muitas vezes os monarcas foram tidos como representantes divinos.

Além disso, os ideais mercantilistas aceleraram o surgimento do Capitalismo – ainda primitivo – baseado no lucro, monopólio comercial, protecionismo (priorizar o comércio dos produtos internos) e metalismo (concentração de metais preciosos), responsáveis pela introdução da moeda.

O sistema feudal foi substituído pelo sistema capitalista. O crescimento das cidades e o aumento do comércio e feiras livres, proporcionado pelos burgueses , definiram o período conhecido como Renascimento Comercial e Urbano.

O rei passa a se tornar a principal personalidade da sociedade europeia. Algumas de suas atuações consistiam em arrecadar impostos, organizar os exércitos nacionais e formular leis.

O poder centralizado nas mãos do soberano, ficou conhecido como Absolutismo Monárquico.

A partir da centralização dos poderes dos soberanos europeus, foram criados os Estados Nacionais, que eram caracterizados por:

  • Delimitar seus territórios;
  • Criar um exército nacional;
  • Unificação da moeda;
  • Cobrança de impostos.

Os impostos recolhidos eram investidos nos exércitos. Eles eram os responsáveis por conter os conflitos, defender os interesses políticos e proteger as fronteiras.

O poder concentrado nas mãos do monarca foi apoiado pela nobreza e pelos burgueses, que enriqueciam cada vez mais com o desenvolvimento comercial.

Percebe-se, então, que o Estado Absolutista teve um importante papel no desenvolvimento da economia mercantil.

A burguesia, desde o seu surgimento, lutava pela autonomia das cidades. O movimento encabeçado por ela ficou conhecido como Movimento Comunal, que defendia a liberdade das cidades que eram dominadas pelos senhores feudais.

É importante salientar, porém, que mesmo após a formação das monarquias nacionais, os senhores feudais ainda usufruíam de alguns privilégios, como a isenção de impostos.

Os interesses políticos dos reis, somados aos interesses econômicos burgueses, foram essenciais para a formação das monarquias nacionais.

Foi abolido os poderes dos senhores feudais, que comandavam a sociedade durante a Idade Média, e iniciou-se um novo momento: a Idade Moderna.

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