Governo de Costa e Silva (1967-1969)

O governo de Costa e Silva foi marcado pelo aumento da violência durante o período da ditadura militar no Brasil.

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Quem foi Costa e Silva? Artur da Costa e Silva foi o segundo presidente do Brasil durante a ditadura militar. Comandou o país entre 1967 e 1969.

Durante seu governo, as manifestações contra o regime se tornaram mais intensas provocando uma ampliação da repressão da ditadura à sociedade. Além disso, esse período foi marcado pelo início dos “anos de chumbo”.

Governo Costa e Silva

De acordo com a Constituição de 1967, o cargo presidencial deveria ser determinado pelo Congresso Nacional, mas, na prática, a escolha do presidente do país se dava por meio da indicação de um nome dado pela Junta Militar, ou seja, ela era a responsável por apontar a pessoa que assumiria o cargo.

Durante o governo de Costa e Silva, diversos militares ocuparam cargos importantes na administração pública. Ao mesmo tempo, movimentos sociais de origem sindicalista e estudantil, organizavam manifestações que ocorriam em todo o país.

As medidas tomadas pelo governo no setor econômico foram:

  • Ampliação das linhas de crédito para empresas privadas;
  • Atuação da Comissão Interministerial de Preços que regulava os preços;
  • Regular os salários dos setores privados e públicos.

Tais ações não foram bem aceitas pela sociedade. O aumento considerável dos protestos contra o regime desencadeou no estabelecimento do Ato Institucional Número 5 (AI-5). O governo de Costa e Silva se tornou o maior responsável pelo aprofundamento dos mecanismos de repressão e controle.

O AI-5 determinava:

  • A censura às manifestações artísticas;
  • A impossibilidade de habeas corpus nos crimes contra a Segurança Nacional;
  • O impedimento ao acesso às informações públicas.

Tais atitudes repressivas tomadas pelo governo acabaram pressionando parte da esquerda a se desmobilizar ou a assumir o radicalismo.

Um setor da esquerda preferiu integrar o partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), único partido autorizado pelos militares.

Já o outro grupo da esquerda decidiu pegar em armas, organizando guerrilhas rurais e urbanas, sequestrando políticos, assaltando bancos e promovendo atentados contra instituições do governo.

Como contrapartida, o governo atuou no combate aos revolucionários por meio do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e da Operação Bandeirante.

Ambos eram responsáveis pela prisão, tortura e morte dos opositores ao regime. Em 1969 Costa e Silva deixa o governo devido a problemas de saúde e em seu lugar entra o Emílio Garrastazu Médici.

Morte de Costa e Silva

A morte de Costa e Silva em dezembro de 1969 foi consequência de um derrame cerebral sofrido por ele em agosto do mesmo ano.

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