O Cerrado é considerado o segundo maior bioma brasileiro e a savana mais rica em relação à biodiversidade. Assim, nesse bioma se encontra grande diversidade de fauna e flora.
O clima típico da região é tropical sazonal, apresentando um clima quente duas estações bem definidas (seca e chuvosa) e solo com pouca matéria orgânica.
Em relação às principais características, a vegetação é, em sua maioria, semelhante à de savana, com árvores baixas, troncos retorcidos, folhas grossas e raízes longas e vegetação espaçada.
Por existir uma grande variedade de características de vegetação, o cerrado é dividido em subsistemas, sendo eles de campo, de cerrado, de cerradão, de matas ciliares e de veredas e ambientes alagadiços.
Em consequência das condições adversas de sobrevivência, as plantas sofreram diversas adaptações para conseguirem sobreviver no cerrado.
Assim, o Cerrado possui uma flora muito rica, com uma variedade enorme de espécies. Entre essa grande variedade fizemos uma lista de 12 plantas do Cerrado (incluindo típicas, medicinais, endêmicas e nativas) para você conhecer.
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Buriti (Mauritia flexuosa)
Os buritis são considerados a palmeira mais abundante no país. Estão presentes em veredas, matas de galeria e ciliares e também estão presentes em toda a Amazônia e Pantanal.
A planta tem dependência de lugares com bastante água, pois é assim que ocorre a dispersão dos seus frutos e a quebra da dormência das sementes.
Produz anualmente grande quantidade de frutos, que podem ser transformados em sucos, doces e sorvetes.
Lobeira (Solanum lycocarpum)
Essa é uma espécie bem comum no bioma Cerrado, sendo muito encontrada em regiões alteradas pelo homem, como beira de estradas. Pode chegar a até 5 metros de altura e tem sua frutificação concentrada entre os meses de julho e janeiro.
Os frutos são semelhantes ao tomate, e acredita-se ter ação terapêutica contra o verme gigante dos rins, que é fatal em lobos guará. Além disso, a lobeira é bastante resistente ao fogo, sendo capaz de rebrotar após ser queimada.
Pode ser usado para a fabricação de doces, geleias e usos medicinais.
Cagaita (Eugenia dysenterica)
Essa árvore típica do Cerrado, tem casca grossa e copa com bastante folhas verdes, podendo chegar a 8 metros de altura.
É uma árvore hermafrodita e seus frutos são de sabor ácidos, textura macia e possui efeito laxante. Além disso, seus frutos são consumidos em forma de doce, sorvetes ou frescos.
Araticum (Annona crassiflora)
É comum ao longo de todo o cerrado e possui o nome derivado do tupi e tem os significados: árvore de fibra rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole. Além disso, pode ser chamada de ata ou pinha, dependendo da região.
Sua floração acontece entre setembro e janeiro e a frutificação de outubro a abril. A fruta pode ser consumida de diversas maneiras, natural ou em forma de suco, bolos, biscoitos, picolés, sorvetes, geleias e doces.
Além disso, a população local de Goiás costuma utilizar o araticum como regulador de menstruação, cólicas, feridas, úlceras e contra a diarreia. Somado a isso, possui ação antioxidante e atua na prevenção de doenças degenerativas.
Mangaba (Hancornia speciosa)
A mangaba está presente no Cerrado, na Caatinga e no litoral nordestino, apresenta tronco áspero e retorcido, como é frequente no bioma.
Pode chegar até 10 metros de altura e dá muita frutificação, sendo bastante explorada por isso. Na culinária é bastante utilizada para fazer doces, sorvetes, geleias e licor.
Pequi (Caryocar brasiliense)
O pequi é muito famoso na culinária sertaneja, podendo ser consumido na forma de azeite, cozidos, puro ou misturado no arroz.
A árvore pode chegar a 10 metros de altura e floresce durantes os meses de agosto a novembro e frutifica a partir de setembro até fevereiro.
Sua casca tem aspecto rachado e tronco tortuoso. A madeira é pesada, porém macia e muito utilizada em construção civil e naval.
Pau-terra (Qualea grandiflora)
A Qualea grandiflora, conhecida popularmente como pau-terra é uma árvore muito utilizada na fabricação de forros e estruturas de móveis.
Suas características são seus caules e troncos retorcidos, casca acinzentada e fissurada. Pode atingir até 12 metros de altura e tem ótima adaptação a terrenos pobres e a estiagem.
Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii)
É uma espécie de pequeno porte, podendo atingir somente 4 metros de altura.
Além de possuir látex, é popular pela sua capacidade de combater gripes e bronquites. Seus frutos são comestíveis e podem ser feitos doces e sorvetes com sua polpa.
Murici-do-cerrado (Byrsonima intermedia)
Também conhecida como cajuzinho do cerrado, a árvore tem pequeno porte, variando de 1 a 2,5 metros de altura.
Essa planta, além de estar presentes nos campos do Cerrado, é cultivada em quintais para recolher seus frutos, que podem ser transformados em doces, sorvetes ou até aromatizante de pingas e licores.
Mercúrio do campo (Erythroxylum suberosum)
Essa planta é muito adaptável e resistente ao fogo e onde há queimadas elas têm um desenvolvimento relativamente rápido, sendo uma das primeiras a voltarem a nascer em regiões afetadas pelo fogo.
Além disso, suas bagas são muito utilizadas como substâncias purgativas e suas folhas no tratamento de úlcera.
Faveiro (Dimorphandra mollis)
É conhecida popularmente, também, como farinha, barbatimão-falso, faveiro-do-cerrado, fava-d’anta, faveira, favinha, canafístula e faveiro.
Pode atingir até 14 metros de altura. Suas sementes são tóxicas para os bovinos, mas suas folhas são fonte de vitamina chamada Rutina, que auxilia na manutenção de vasos capilares e no combate aos radicais livres.
Velame branco (Macrosiphonia velame)
É uma planta de pequeno porte e atinge até 40 centímetros de altura, muito tolerante a altas temperaturas e estiagens e solos pobres.
É muito utilizada pelas populações tradicionais do Cerrado como anti-inflamatório.
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