Povos germânicos

Os povos germânicos habitaram o continente europeu durante a Antiguidade.


Os povos germânicos eram um grupo de origem indo-europeia bastante heterogêneo.

Geralmente, eles são divididos em ocidentais (lombardos, suevos, francos, etc.), que se fixavam ao Norte do continente europeu, e os orientais (visigodos, godos, vândalo, etc.), que se localizavam ao Leste europeu.

As chamadas “primeiras invasões bárbaras” foram, na realidade, as entradas dos povos germânicos em determinados territórios do Império Romano.

Por volta de 500 a.C. alguns povos germânicos foram impelidos para dentro das fronteiras do Império Romano por outros povos ou por estarem em busca de terras férteis.

Inicialmente, o contato deles com os romanos ocorreu de forma pacífica, permitindo a convivência e uma certa integração entre ambas as culturas.

Vários germanos viveram muito tempo como colonos no Império Romano, chegando a prestar serviço militar e a liderar tropas.

No século V, os povos germânicos do Leste invadiram o Império Romano, estimulados pelos hunos, da Ásia Central. Tais invasões provocaram guerras violentas.

Povos germânicos – Resumo

Antes de estabelecerem contato com os povos romanos, os bárbaros germânicos viviam baseados em um sistema primitivo.

Nesse sistema, não existia propriedade privada da terra e nem dos instrumentos de produção. Matas, rios e bosques eram de uso comum e as terras para cultivo eram distribuídas entre os clãs.

A economia era rudimentar, tendo suas bases na agricultura e no pastoreio. Os rebanhos eram a única propriedade das famílias, constituindo sua riqueza. Não havia comércio.

A sociedade se organizava em tribos, compostas por grandes famílias ligadas pelos laços de parentesco e por vínculos de lealdade e proteção.

Suas leis eram transmitidas oralmente de geração a geração. O contato mais intenso com os romanos ocorreu no século I, acelerando o processo de transformação já em andamento devido o aumento populacional e às guerras de conquistas.

Em um primeiro momento, as terras se concentravam nas mãos dos chefes, que instituíram a propriedade particular, fazendo com que os clãs entrassem em declínio.

O poder proporcionado pela concentração de terras originou uma aristocracia rural, voltada para a guerra, aprofundando as desigualdades sociais.

O comércio viveu um período de ascensão, principalmente com a troca de prisioneiros de guerra que se tornariam escravos dos romanos.

Diversas tribos bárbaras germânicas se incorporaram ao Império Romano através do seu exército. Em troca de terras, os povos germânicos acabaram se tornando soldados, chegando a ocupar altos postos.

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