Transplantes

A doação de órgãos é muito importante para a realização dos transplantes.

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Os transplantes compreendem a reposição de células, tecidos ou órgãos de um organismo doente por outros de um indivíduo saudável e que estejam em pleno funcionamento. Fazendo com que essa pessoa volte a ter o funcionamento normal da parte transplantada.

Muitas vezes, um transplante pode ser a única forma de alguém continuar vivo ou se curar de uma doença. Por isso, a doação de tecidos e órgãos é tão importante e a população precisa ser conscientizada.

Tipos de transplante

Vejamos os dois tipos de transplante:

Autólogo

Nesse transplante são usadas células ou tecidos da própria pessoa que são removidos de um lugar e implantadas em outro, os procedimentos chamados popularmente de enxertos.

Alogênico

Nesse tipo, o material necessário é retirado de uma pessoa saudável, chamada de doador, e implantado na pessoa doente, chamada de receptor. Dependendo do transplante, o doador pode ser uma pessoa viva ou que morreu recentemente, principalmente por morte encefálica.

Morte encefálica

A morte encefálica compreende a perda completa e irreversível das funções cerebrais, onde todos os sistemas continuam funcionando apenas por estarem ligados aos aparelhos hospitalares.

Após a parada cardiorrespiratória, se a pessoa for doadora de órgãos e sua família autorizar, pode ser realizada a doação de órgãos e tecidos como córnea, pele, músculos, coração, fígado, pulmões, etc.

Para que a morte encefálica seja diagnosticada são realizados vários testes com critérios precisos e padronizados previstos em um protocolo do Ministério da Saúde. Esse diagnóstico deve ser realizado por mais de um médico.

Requisitos para que os transplantes

Para que um transplante ocorra, é necessário que os tecidos sejam compatíveis entre doador e receptor, por isso, os transplantes podem ocorrer nos seguintes casos:

  • Entre irmãos gêmeos idênticos, que possuem os mesmos genes.
  • Entre pessoas que possuem genes compatíveis.
  • Raramente pode-se fazer transplante entre espécies diferentes, como a pele de peixe usada para tratamento de queimaduras.

Doadores de órgãos

Em alguns casos, o doador de órgãos pode ser uma pessoa viva que seja da mesma família ou tenha compatibilidade comprovada com o receptor. No entanto, nem todos os transplantes podem ser realizados por doadores vivos, como é o caso do transplante de coração.

Os transplantes realizados com maior frequência por doadores vivos são a doação de sangue, de medula óssea, e o de rim, pois o doador pode continuar vivendo normalmente com apenas um dos rins. Doadores vivos também podem ceder parte do fígado e, com menor frequência, um pulmão.

Os doadores falecidos precisam ter concordado previamente com a doação de órgãos e a família precisa autorizar a doação, como rege a legislação de doação de órgãos brasileira. Apenas um doador falecido por salvar a vida de mais de 10 pessoas!

Sistema imunológico de transplantados – Rejeição

Mesmo nos transplantes entre pessoas com alta compatibilidade pode haver rejeição do órgão transplantado. Por isso, são necessárias medidas que evitem um ataque do sistema imunológico do receptor ao órgão recebido.

A rejeição pode causar a destruição do órgão e pode ser controlada com o uso de medicamentos imunossupressores que inibem o sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade do organismo de se autodefender.

Dependendo do tipo de imunossupressor usado para evitar a rejeição, as pessoas transplantadas precisam tomar todas as vacinas e reestabelecer seu sistema imunológico como se fossem um bebê.

Tempo de isquemia dos órgãos transplantados

O tempo de isquemia é o tempo de retirada de um órgão do corpo do doador até ser transplantado para o receptor, sem que ele perca suas funções.

  • Coração: 4 horas
  • Pulmão: 4 a 6 horas
  • Rim: 48 horas
  • Fígado: 12 horas
  • Pâncreas: 12 horas

Curiosidades sobre transplantes

O Brasil é uma referência na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Em número de transplantes realizados, o país só fica atrás dos Estados Unidos.

Cerca de 96% dos transplantes realizados no Brasil acontecem através do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece assistência integral e gratuita aos pacientes do pré-transplante ao pós-transplante.

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