Três vezes maior que Júpiter, planeta descoberto é o novo gigante espacial

Astrônomos do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí descobriram um novo planeta, Kepler-88 D, que possui três vezes a massa de Júpiter, até então o maior do sistema solar.

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Astrônomos do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí descobriram um planeta três vezes maior que Júpiter. Localizado na constelação de Lira, a 1,2 mil anos-luz de distância daqui, Kepler-88 D leva quatro anos para completar uma volta ao redor do sistema estelar do qual faz parte (Kepler-88).

De órbita elíptica, já havia chamado a atenção dos cientistas em 2013, quando descobriram a presença de dois exoplanetas com um comportamento um tanto quanto exótico.

Ambos homônimos do sistema, são diferenciados pelas letras B e C em seus nomes, sendo o planeta B uma categoria de sub-Netuno, orbitando a estrela em apenas 11 dias. Já o planeta C, apresenta período orbital de 22 dias e massa semelhante à de Júpiter, até então considerado o maior do Sistema Solar.

Os pesquisadores vêm coletando dados no Observatório W.M. Keck há seis anos para sustentar a descoberta. A conquista pode levar a novas pistas sobre o papel de planetas gigantes na formação de outros planetas, como foi o caso de Júpiter no nosso Sistema Solar.

A teoria é que eles, massivos e com enorme força gravitacional, tenham contribuído para o desenvolvimento de planetas rochosos, como a Terra, ao direcionar cometas que carregavam água ao planeta.

Sistema Kepler-88

Kepler-88 C tem massa equivalente à de Júpiter e é vinte vezes maior que Kepler-88 B, um planeta gasoso. Com seu tamanho e força gravitacional, Kepler-88 C influencia a órbita de Kepler-88 B, um pouco menor que Netuno. A dinâmica de influência entre esses dois planetas é chamada de ressonância.

Sendo assim, pode terminar sua órbita doze horas mais cedo ou mais tarde. Essa característica é chamada de variações de tempo de trânsito (VTTs) e foi observada pelo telescópio espacial Kepler, que encerrou suas atividades em 2018.

Com a descoberta de um planeta como Kepler-88 D, astrônomos têm de lidar com mais uma variável para entender o funcionamento do sistema planetário Kepler-88.

“É provável que Kepler-88 D tem sido mais influente na história do sistema Kepler-88 do que o então chamado ‘Rei,’ o Kepler-88 C, que tem a massa de Júpiter”, explicou a doutora Lauren Weiss, líder do grupo de pesquisadores que fez a descoberta.

A descoberta pôde ser feita graças ao instrumento chamado espectrômetro de Echelle. De alta resolução, foi responsável pela análise da dispersão de luz do local analisado em 2 estágios, convertendo os resultados em um padrão 2D.

Telescopio
Keck I, telescópio utilizado para revelar o novo planeta do sistema Kepler-88.

Cada variação mínima na emissão da luz pode trazer informações inéditas, como a gravidade exercida sobre ela, permitindo um olhar mais atento para encontrar corpos celestes que possam ser responsáveis pelas alterações. Foi aí que o espectrômetro acoplado ao telescópio Keck I fez a diferença.

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