Auguste Renoir

Considerado um dos maiores pintores do Impressionismo francês, Auguste Renoir foi o autor de Lise, Rosa e Azul e Retrato de Claude Renoir.

Auguste Renoir foi um importante pintor e artista plástico francês. Representante fundamental do Impressionismo francês, foi o autor das obras Lise, Rosa e Azul e Retrato de Claude Renoir.

Conhecido por celebrar a beleza e, principalmente, a sensualidade feminina, as obras de Renoir se destacam pela vivacidade de suas luzes e cores.

Biografia de Renoir

Pierre-Auguste Renoir, filho do alfaiate Léonard Renoir, nasceu no dia 25 de fevereiro de 1841, em Limoges, na França. Aos três anos de idade, sua família se mudou para Paris, em busca de oportunidades melhores de vida.

Renoir demonstrou seu talento para as artes desde muito cedo. Mas, apesar de apresentar grandes habilidades para o desenho, Renoir também era muito bom em canto, e foi encorajado por seu professor, também diretor do coral da Igreja de Saint Roch.

No entanto, devido à baixa condição financeira da família, teve que abandonar as aulas de música e a escola aos 13 anos. Para ajudar a família, começou a trabalhar em uma fábrica de porcelanas, decorando pratos com pinturas de flores.

Constantemente, fugia do trabalho e buscava refúgio nas galerias do Museu do Louvre. Reconhecendo seu talento nato para a pintura, a família de Renoir começou a pagar aulas preparatórias para o jovem pintor ingressar na Escola de Belas Artes de Paris. Ele também começou a fazer pequenos trabalhos de pintura para complementar a renda.

Em 1862, Renoir foi estudar desenho e anatomia na Escola de Belas Artes. Nesse mesmo ano, também iniciou os estudos de pintura no estúdio do artista Charles Gleyre, onde fez amizade com o pintor impressionista Claude Monet.

Com o desejo de produzir uma arte que não fosse presa às convenções do passado, os jovens artistas começaram a desenvolver pinturas impressionistas. No entanto, por volta de 1883, Renoir começa a se afastar do Impressionismo.

Essa mudança brusca foi ocasionada principalmente por sua viagem à Itália, onde o pintor entrou em contato com a obra do artista clássico Rafael Sanzio. A partir disso, passou a pintar de maneira mais disciplinada e formal, fase de Renoir conhecida pelos críticos como “fase seca”.

Posteriormente, o artista retomou seu estilo mais espontâneo e impressionista. Em 1890, casou-se com Aline Charigot, com quem teve Jean Renoir, que futuramente se tornaria em um cineasta de sucesso.

Quatro anos depois, o artista começou a sofrer de reumatismo. Após seis anos da doença, Renoir já não conseguia sequer andar. Nessa época, começou a produzir esculturas com a ajuda do artista Richard Guino, a quem ditava as instruções. O artista morreu em 3 de dezembro de 1919.

Estilo artístico

As obras de Renoir são consideradas exemplos perfeitos das mudanças trazidas pela técnica impressionista. Por meio de pinceladas curtas e rápidas, e uso de cores contrastantes, Renoir conseguia transmitir fielmente a vivacidade da vegetação e a luminosidade da pele ao ar livre.

Procurava pintar telas cheias de luz e evitava sempre o uso da cor preta. Sua principal diferença é que, enquanto a maioria dos impressionistas pintava principalmente paisagens, Renoir tinha interesse especial pela figura humana.

Em razão a isso, inúmeras famílias ricas o contratavam para pintar seus retratos, em especial, mulheres e crianças. Nesse período, Renoir pintou obras como Mulheres parisienses vestidas como Argelinas e O passeio, porém, logo o pintor se cansa desse estilo.

Em 1881, Renoir passa a buscar novas inspirações. Em uma de suas viagens à Itália, conhece e se impressiona com as obras de Rafael Sanzio. “Por volta de 1883, eu tinha esgotado o Impressionismo e finalmente chegado à conclusão de que não sabia pintar nem desenhar”, escreveu Renoir.

A viagem foi uma inspiração na busca de maior consistência em sua obra, tentando se tornar até um pintor com estilo renascentista. Abandonando a figura humana, muitas vezes chegou a abordar temas da Mitologia Grega e Romana. O contorno de seus personagens tornaram-se precisos, formas desenhadas com mais rigor e cores frias, inclusive, utilizando a cor preta, que antes ele negava.

Além de Rafael, Renoir teve inspiração também na obra de Ingres, pintor neoclássico, que admirava e defendia nos debates com amigos impressionistas.

Este novo momento de sua pintura, de 1883 a 1887, ficou conhecido como “período seco”, onde descartou a pintura ao ar livre. Além disso, começou a realizar estudos do qual surgiria uma de suas obras-primas: As Grandes Banhistas.

As grandes banhistas, Renoir (1884–1887).

Impressionismo

O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a arte e deu início às grandes tendências da pintura do século XX. O movimento ocorreu na chamada Belle Époque, período de cultura cosmopolita na história da Europa.

Podemos dizer que o Impressionismo foi o grande propulsor das vanguardas europeias. O nome do movimento é fruto da crítica a uma obra de Claude Monet, Impressão, nascer do sol, de 1872.

Desprendendo-se dos ensinamentos do realismo acadêmico, os artistas impressionistas pintavam suas telas ao ar livre, mas prezavam pela técnica e precisão.

Nas pinturas impressionistas, as figuras não devem ter contornos nítidos, considerando que a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares.

O primeiro contato do público com a obra dos impressionistas foi em exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. O público e a crítica, no entanto, não reagiram bem ao novo movimento, porque ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.

Além de Renoir, os principais pintores impressionistas foram Claude Monet, Edgar Degas, Édouart Manet e Berthe Morisot.

Obras de Auguste Renoir

  • A Hospedaria da Mãe Anthony (1866) (Museu Nacional de Estocolmo)
  • Lise (1867) (Museum, Essen, Alemanha)
  • A Jovem Cigana (1867)
  • La Grenouillère (1869) (Museu Nacional de Estocolmo)
  • Mulher com Piriquitos (1871)
  • Barcos a Vela em Argenteuil (1874) (Museu de Arte, Portland)
  • O Camarote (1874) (Courtauld Institute, Londres)
  • O Baile no Moulin de la Galantte (1876) (Museu do Louvre)
  • A Senhora Monet Lendo “Le Figaro” (1874) (Fundação Gulbenkian, Lisboa)
  • Dama Sorrindo (1875) (Museu de Arte de São Paulo)
  • A Leitora (1876) (Museu do Louvre)
  • L’altalena (1876) (Museu do Louvre)
  • As Banhistas (1877)
  • Retrato das Senhoras Henriot (1877) (Galeria Nacional de Washington)
  • Retrato de Marta Bérard (1879)
  • La Bagneuse Blonde (1881)
  • Rosa e Azul (1881) (Museu de Arte de São Paulo)
  • Duas Meninas Colhendo Flores (1890)
  • Mulher com Guitarra (1905) (Museu de Belas Artes, Lyon, França)
  • Vaso de Crisântemos (1905) (Museu de Belas Artes, Rouen, França)
  • O Julgamento de Paris (1908)
  • Bagneuse Séduite (1914) (Instituto de Artes de Chicago)
Le Déjeuner des canotiers, Renoir (1881).
O Baile no Moulin de la Galette, Renoir (1876).
Madame Georges Charpentier e seus filhos, Renoir (1878).

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