De dar água na boca: 10 comidas típicas de São Paulo mais conhecidas


Quem acha que São Paulo, esse centro cosmopolita e multicultural, não possui comidas típicas, pode começar a rever seus conceitos. 

É verdade que a comida típica paulistana não é muito complexa em relação aos seus ingredientes e preparo, mas é sem dúvida muito saborosa e apreciada em todo o Brasil. 

Para acompanhar o ritmo frenético da maior cidade da América Latina, a comida também sofreu adaptações para atender as necessidades dos paulistanos. 

Para saber mais sobre as comidas típicas de São Paulo, veja abaixo nossa lista com os pratos o que há de melhor na cozinha paulistana. 

Comidas típicas de São Paulo

Confira abaixo alguns dos pratos paulistanos mais conhecidos pelos brasileiros.

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Virado à Paulista

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Esse é sem dúvida o PF (prato feito) mais consumido pelos paulistanos. Durante os intervalos para o almoço, o prato é o mais solicitado em botecos e restaurantes de comida popular da cidade. 

Inspirado na comida rural, o prato é composto de arroz, tutu de feijão, bisteca de porco, ovo frito e couve refogada. 

Sua carga nutricional é suficiente para alimentar e dar aquela força para um dia inteiro de trabalho. 

Bauru

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Para entender o amor dos paulistanos por Bauru, basta olhar no mapa do estado e ver uma cidade que leva o nome do prato. A cidade foi fundada muito antes, em 1896, no entanto, o prato é nacionalmente mais conhecido. 

O famoso sanduíche leva pão francês recheado com uma mistura de queijos derretidos, tomate, pepino em conserva e roast beef.

O prato surgiu em 1937 quando um cliente, que tinha o apelido de Bauru, em um dos bares mais tradicionais de São Paulo, o Ponto Chic, pediu para o sanduicheiro preparar o lanche com ingredientes que lhe vieram à mente. 

O resultado foi esse: o bauru como um dos pratos mais conhecidos da cozinha paulistana.

Sanduíche de Mortadela

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Quando fala-se de São Paulo, é impossível não associar a imagem do sanduíche mortadela à cultura paulistana que, de tão tradicional, já virou até ponto turístico.

Reza a lenda que a origem do prato veio de um episódio de desentendimento de um cliente que reclamava do pouco recheio do sanduíche de mortadela que lhe era servido.

O dono do estabelecimento então decidiu abarrotar um pão francês com o recheio e servi-lo ao cliente que, claro, ficou imensamente satisfeito.

A partir daí, a receita de pão com mortadela simples, tornou-se uma iguaria da culinária paulistana

Picadinho

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Regularmente servido como principal refeição no horário do almoço, o famoso picadinho paulistano leva arroz, feijão, carne picadinha, farofa e ovo frito. 

Clássico dos bares de rua, o prato já ganhou reconhecimento nacional, sendo bastante consumido pelo resto de outros estados do Brasil. 

Pão na Chapa

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Pode-se dizer que o pão na chapa está entre as opções de café da manhã mais pedidas pelos paulistanos nas padarias da cidade. 

E a receita é muito simples: pão embebido na manteiga tostado e prensado na chapa, acompanhado de café ou do famoso pingado, que nada mais é que leite vaporizado misturado com café expresso.

Mas não se esqueça, para degustar essa delícia não é preciso ir à lugares caros, pois o melhor lugar sempre será alguma tradicional padaria de esquina. 

Cuscuz Paulista

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Receita com origens caipiras, o cuscuz faz parte tanto de restaurantes mais simples até os de alta gastronomia. 

Sua tradição está cultura dos tropeiros que, em meio às longas viagens, costumavam carregar farinha de milho, cebolinha, banha de porco, ovo cozido e torresmo. Todos eles misturados e carregados numa espécie de lenço. 

Contudo, o cuscuz paulista passou por mudanças significativas nas fazendas por onde os tropeiros passavam, pois começou a ser adicionado à receita, frango desfiado e peixe. 

O formato de fôrma de bolo como conhecemos hoje, só surgiu há cerca de meia década. Além disso, sua consistência é mais firme e se parece com a de uma musselline

Sanduíche de Pernil

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É impossível dizer de fato de onde tenha surgido o hábito de consumir carnes com pão, muito menos de onde surgiu o sanduíche de pernil paulistano.

Entretanto, o que é possível afirmar é que a receita é sucesso nos botecos e restaurantes populares de São Paulo. 

Tradicionalmente, a receita leva pernil suíno marinado por um dia em ervas, acrescido de sal, vinho branco, ervas e pimenta e pão. O acompanhamento mais degustado junto com o prato é, sem dúvida, o vinagrete. 

Pastel de Feira

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A experiência gastronômica vai muito além do simples ato de comer um prato. Ela está intrinsecamente ligada à cultura e aos hábitos de uma sociedade. 

E é exatamente isso que o pastel de feira representa para a culinária tipicamente paulistana: um hábito. 

Não dá pra ir à feirinha de rua (destaque para a feirinha de rua da Liberdade aos domingos) sem provar do famoso pastel de bacalhau ou de palmito. Lembrando que não pode faltar o caldo de cana como acompanhamento. 

Outra característica do pastel de feira paulistano é a inserção de salada de repolho e tomate. 

Bolovo

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O bolovo é um ótimo exemplo de comida de buteco que deu certo. Considerado como um clássico, o salgado consiste em um ovo cozido envolto em carne moída, empanados em farinha de rosca e fritos.

Pode ser servido tanto com a gema mais molinha quanto mais consistente. Tudo à escolha do cliente.

Coxinha

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Apesar de ser conhecida e difundida no Brasil inteiro, a coxinha de São Paulo é, sem dúvida, uma das melhores do país. 

Para se ter uma noção do amor dos paulistanos pelo prato, existem blogs especialistas em “ranquear” e eleger a melhor coxinha de São Paulo.

Como recheio, utiliza-se frango com creme catupiry, além de presunto bem picado, queijo, carne seca desfiada, dentre outros sabores. 

Normalmente é servida em bares mais simples ou em estabelecimentos tradicionais.

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Além dos pratos mencionados acima, a culinária paulistana também possui fortes raízes na culinária árabe (quibes, esfihas, kebabs), italiana (pizzas e massas) e japonesa (sushi e sashimi). Assim, não há dúvida de que essa mistura caracteriza o que São Paulo tem de melhor: a multiculturalidade.

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Escrito por

Renato Soares

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, deu seus primeiros passos como redator júnior na agência experimental Inova. Dos estágios, atuou como assessor de comunicação na Assembleia Legislativa de Goiás e produtor de conteúdo na empresa VS3 Digital.

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