Fim da União Soviética (URSS)

A União Soviética terminou em novembro de 1991. Era uma associação de países do Leste Europeu que foram controlados pelo Partido Comunista por cerca de 70 anos.

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A União Soviética terminou em novembro de 1991. Era uma associação de países do Leste Europeu que foram controlados pelo Partido Comunista por cerca de 70 anos.

Esses países representavam o centro do comunismo internacional.

Resumo

Em 1985, Mikhael Gorbachev assume o controle do Partido Comunista, colocando em prática dois planos:

  • Perestroika (Reestruturação): Visava a modernização da economia russa, com a diminuição da participação do Estado na economia;
  • Glasnost (Transparência): Limitava o poder do Estado nas questões civis.

O modelo mostrou sinais de ineficiência. A URSS precisou reduzir os gastos militares, interferindo menos nos problemas internos dos países socialistas, assim como limitou o auxílio econômico a essas nações.

Com isso, ela começou a das sinais de dar fim a Guerra Fria, retiraram suas tropas do Afeganistão e firmaram novos acordos com os Estados Unidos.

Os países do Leste Europeu lutavam por mais autonomia. Ao mesmo tempo em que os russos lutavam por uma abertura política, os outros países da URSS iam se rebelando contra o poder central e conquistando a sua independência.

Em 1989, a população de Berlim derruba o muro que separava a cidade em duas zonas distintas:

  • Berlim Ocidental (lado capitalista)
  • Berlim Oriental (lado socialista)

A derrubada do Muro de Berlim significou a reunificação alemã, depois de quase 30 anos.

Países como Bulgária, Polônia, Hungria, Romênia também se insurgiram contra o modo em que viviam. Exigiam liberdade política e autonomia para escolher seus governantes.

Na década de 1990, a Rússia começou a viver momentos de crises inflacionárias, o que prejudicava a economia da mesma.

Somente a partir do final do século XX (1999), o país começa a dar sinais de recuperação, com a valorização do petróleo no governo de Putin.

Principais causas

O fechamento da URSS para as nações estrangeiras não socialistas a fez viver um atraso econômico, deixando a indústria soviética em situação de declínio em relação às capitalistas.

Os gastos gerados pela corrida armamentista da Guerra Fria, cujos recursos financeiros foram recolhidos exclusivamente no interior do país, impediam que a URSS fizesse frente às grandes potências capitalistas.

A escassez de muitos produtos de bens de consumo, aliado ao descontentamento com a limitada oferta de produtos, principalmente os alimentícios, gerava revolta.

A situação fazia com que a população vivesse em crise, culpando o modelo econômico em que viviam. A qualidade de vida do povo soviético estava se deteriorando.

A população da URSS, enxergando tal realidade, questionava as diferenças da sua qualidade de vida e a dos cidadãos de outros países capitalistas.

A centralização do poder, aliada ao autoritarismo, à censura da imprensa geravam manifestações populares, enfraquecendo o poder central.

Todos esses fatos enfraqueceram a influência do Partido Comunista. A população soviética vivia uma divisão ideológica, pois já estavam cansados e insatisfeitos em não ter liberdade política para escolher seus governantes.

A própria população civil, que tinha acesso ao nível superior, começava a perceber que o projeto socialista estava declinando. Com isso, o povo começou a se rebelar ativamente contra o governo e a contestar a forma como viviam.

Movimentos separatistas

A desordem reinava em diversas regiões da URSS. A situação política estava fora de controle.

A ascensão de grupos nacionalistas em diversos países da URSS, gerou uma crise que começou nos anos de 1980, mas se aprofundou nos anos de 1990 (com o fim da URSS).

A Lituânia foi o primeiro país a ter uma manifestação separatista. Seguindo-se da Estônia, Letônia, Geórgia, Azerbaijão, Moldávia e Ucrânia.

A Rússia também vivia um cenário caótico, com a burguesia temendo a perda de seus privilégios e o povo questionando tal realidade, exigindo reformas radicais.

Golpe no Partido Comunista

Em de 1991, um grupo de militares tentou dar um golpe político cercando a cidade de Moscou. O insucesso do golpe militar permitiu que os liberais tomassem o poder.

O partido perdeu poderes no Conselho Supremo da URSS. Em dezembro de 1991, a Ucrânia, Bielorrússia e Rússia assinam a um documento que reconhece o fim da União Soviética.

No mesmo ano, o Partido Comunista Soviético se tornou ilegal. Diversos países declaram sua independência da União Soviética.

Os primeiros a se redemocratizarem foram a Lituânia, Estônia e Letônia.

Federação Russa

A Federação Russa assumiu as dívidas externas dos países soviéticos, assim como as obrigações internacionais da URSS.

A Rússia foi o país que se responsabilizou por continuar ou terminar os projetos da União Soviética. Com isso, ela retirou diversos bens da URSS de alguns países (embaixadas e consulados).

Ficou sob sua responsabilidade as pesquisas de exploração espacial, controle de armas nucleares e o comando de forças militares.

Consequências do Fim da URSS

Inaugurou-se o processo de globalização das relações internacionais que prevalecem em todo o mundo.

  • O capitalismo se fortalece ainda mais: exploração de força de trabalho e aumento das desigualdades sociais;
  • Redução da população russa;
  • As ex-repúblicas soviéticas começaram a disputa de territórios entre as ex-repúblicas soviéticas;
  • Passa a existir somente uma única potência: Estados Unidos.

Curiosidades

  • Gorbachev ganha em 1990 o “Prêmio Nobel da Paz”, por conta da sua postura liberal;
  • O evento é considerado a maior catástrofe geopolítica do século XX;
  • A população passou a derrubar os símbolos socialistas (por exemplo, as estátuas de Marx, Lenin e Stalin).

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