Governo de Floriano Peixoto (1891 a 1894) – Resumo e medidas políticas

Principais características, acontecimentos históricos e feitos do segundo presidente do Brasil e um dos responsáveis pela solidificação do governo republicano.

0

O Marechal Floriano Peixoto foi o segundo presidente a tomar posse no Brasil. Ele foi vice e sucessor do Marechal Deodoro da Fonseca, compondo a chamada “República da Espada”, já que ambos eram militares.

Floriano Vieira Peixoto
Coronel Floriano Vieira Peixoto

Apesar de ter adotado muitas medidas populistas, ficou conhecido como “Marechal de Ferro” por governar o país com pulso firme.

Contexto histórico

Após atuar no processo de Proclamação da República, o Marechal Deodoro da Fonseca assumiu a presidência do país tendo o também Marechal, Floriano Peixoto como seu vice-presidente.

Ele foi o responsável pela transição entre a monarquia e o regime republicano no Brasil. Contudo, em 1891, diante de um cenário extremamente delicado, já que além da instabilidade política, o país passava por uma grave crise econômica, com altos índices de inflação, falência de empresas e comércios, o Marechal renunciou ao cargo.

Governo de Floriano Peixoto

Depois do afastamento de Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto assumiu a presidência em 23 de novembro de 1891. Justamente por ocupar o posto de vice-presidente, muitas pessoas questionaram sua posse, uma vez que ele não havia sido eleito por votos diretos.

Elas não consideravam a legitimidade de seu governo e por isso pediam a convocação imediata de novas eleições. Apesar disso, e até mesmo por sua autoridade militar, conseguiu chegar ao fim do mandato.

Entre as principais medidas políticas de seu governo, é possível citar a suspensão do estado de sítio iniciado por seu antecessor, reabertura do Congresso Nacional, adotou medidas para combater os monarquistas e centralizou o poder nas mãos do presidente.

No que diz respeito a economia, adotou medidas protecionistas que tinham como objetivo conseguir o apoio do setor industrial brasileiro que estava ascendendo naquele momento. Para isso, concedeu uma série de empréstimos e proteção aduaneira.

Ainda que tenha sido chamado de “Marechal de Ferro”, ele adotou diversas medidas de caráter populista, que desagradaram, em especial, os grandes produtores rurais, principalmente aqueles ligados à cafeicultura.

Eles possuíam ideias liberais e descentralizadas e essa insatisfação é uma das células embrionárias da República Oligárquica que vigorou no Brasil desde o final do governo de Floriano Peixoto, em 1894, até a Revolução de 1930.

Como medidas populares, o Marechal implementou a redução de impostos, baixou o preço de alimentos e outros insumos, além de facilitar o acesso habitacional. Tais medidas fizeram que as classes menos favorecidas tivessem grande admiração por ele.

Essas insatisfações fizeram com que uma série de revoltas eclodissem por todo o país, entre elas a Revolta Armada, em 1893, no Rio de Janeiro e a Revolução Federalista (1893-1895), no Rio Grande do Sul. Todas elas foram duramente reprimida pelo presidente, sempre com o uso de violência.

Em 15 de novembro de 1894 chega ao fim o governo de Floriano Peixoto e tem início a República das Oligarquias, com a ascensão do paulista Prudente de Morais a presidência do Brasil.

Biografia

Floriano Vieira Peixoto era alagoano nascido na Vila de Ipioca em Maceió – AL. Ele nasceu no seio de uma família humilde em 30 de abril de 1839. Entretanto, foi criado por seu padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto, que quem herdou a aptidão militar.

Seus primeiros anos de estudo foram em Maceió, mas acabou transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio São Pedro de Alcântara e posteriormente ingressou na Escola Militar.

A partir daí, seguiu carreira no Exército, passando pelos postos de Primeiro-tenente, Major-general do Exército e Tenente-coronel. Quando ocupava este último, teve uma atuação de destaque no comando do IX Regimento da Infantaria durante a Guerra do Paraguai.

Além disso, antes de assumir a presidência, foi presidente da província do Mato Grosso e em 1890, durante o governo Provisório, foi nomeado como Ministro da Guerra. Logo no ano seguinte foi escolhido para ser o vice-presidente do Marechal Deodoro da Fonseca.

Faleceu em 29 de junho de 1895, na cidade de Barra Mansa, no Rio de Janeiro.

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.