Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa foi um dos escritores da terceira fase do Modernismo no Brasil. Além de escritor, foi médico e diplomata.

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João Guimarães Rosa, conhecido apenas por Guimarães Rosa, foi um dos mais importantes escritores da Literatura brasileira. O romance Grande sertão: Veredas é a sua obra prima, mas além dela escreveu outras.

Pertencente a terceira fase do Modernismo brasileiro, a chamada geração de 45. Guimarães Rosa teve outras profissões, foi também médico e diplomata.

Conheça um pouco mais sobre a vida e obras de Guimarães Rosa.

Biografia de Guimarães Rosa

Guimarães Rosa era filho de um comerciante e nasceu no interior de Minas Gerais, em Cordisburgo, no dia 27 de junho de 1908.

Vida estudantil

Na cidade de Cordisburgo começou os seus estudos e aos dez anos de idade foi para a casa dos avós, em Belo Horizonte, estudar no Colégio Arnaldo.

Ainda jovem, aos 22 anos de idade, em 1930, concluiu o curso de Medicina na Faculdade de Minas Gerais. Ao período também remontam os seus contos pioneiros, publicados na revista O cruzeiro.

Carreira médica

Assim que concluiu o curso foi atuar em Itaguara, cidade de Minas Gerais, onde ficou por dois anos.

Em 1932, no período da Revolução Constitucionalista, retornou a Belo Horizonte para exercer o cargo de médico voluntário da Força Pública. Por conseguinte, também foi oficial médico no 9 º Batalhão de Infantaria, em Barbacena.

Carreira diplomática

Poliglota, tinha fluência em mais de nove idiomas. O domínio das línguas lhe permitiu, em 1934, ir ao Rio de Janeiro prestar concurso para o Itamarati, ficando na segunda posição.

No ano de 1938 já era cônsul-adjunto em solos europeus, em Hamburgo, na Alemanha. Contudo, quando o Brasil rompeu a aliança com a Alemanha, em 1942, no período da Segunda Guerra Mundial, Guimarães e outros brasileiros foram aprisionados em Baden. O escritor foi liberto no final do ano e se destinou a Bogotá, onde passou a exercer a função de secretário da Embaixada Brasileira.

Entre os anos 1946 e 1951, passou a residir em Paris. Na cidade estabeleceu a sua carreira diplomática e intensificou as escritas.

Literatura

Ainda em 1936, Guimarães Rosa fez parte de um concurso ao Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, com a coletânea de contos Magma. Na ocasião, foi premiado com o primeiro lugar, mas não publicou a obra na época.

Um ano depois, em 1937, começou as escritas de Sagarana, o conjunto de contos que diz sobre a paisagem de Minas Gerais e a vida rural. Porém, a obra só foi publicada quase uma década depois, em 1946.

Depois dela, escreveu várias obras. Em 1956, por exemplo, publicou o seu grande sucesso editorial: Grande sertão: Veredas. 

O texto de seiscentas páginas possui uma linguagem marcada por características do caboclo sertanejo, temáticas que abrangem o coronelismo e os jagunços, além de problemas metafísicos e teológicos.

Na década de 1960, mais precisamente em 1963, foi eleito para ocupar a cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Porém, só tomou posse no dia 16 de novembro de 1967.

Morte

Em 19 de novembro de 1967, Guimarães Rosa falece no Rio de Janeiro em decorrência de um ataque cardíaco.

Obras de Guimarães Rosa

  • Sagarana (1946) – contos
  • Corpo de Baile (1956) – novelas
  • Grande Sertão: Veredas (1956) – romance
  • Primeiras Histórias (1962) – contos
  • Tutameia – Terceiras Estórias (1967) – contos
  • Estas Estórias (1969) – contos
  • Ave, Palavra (1970) – diversos
  • Magma (1997) – poesia

Prêmios

  • 1º Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras (1937)
  • 2º lugar no Prêmio Humberto de Campos (1937)
  • Prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira (1946)
  • Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1956)
  • Prêmio Machado de Assis (1956)
  • Prêmio Paula Brito (1956)
  • Prêmio Machado de Assis (1961)
  • Prêmio do Pen Club brasileiro (1963)
  • Medalha da Inconfidência e da condecoração da Ordem de Rio Branco (1966)

Frases de Guimarães Rosa

 

É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.

Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?

Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.

Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.

Felicidade se acha é em horinhas de descuido.

Curiosidades sobre Guimarães Rosa

O escritor caminhou ao longo da zona rural de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia com o seu caderno pendurado no pescoço, no qual anotava expressões populares.

Na função de diplomata, Guimarães Rosa protegeu e facilitou a fuga dos judeus perseguidos pelo Nazismo.

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